Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Produção de frango deve crescer 3,1% em 2026, prevê Conab

Companhia estima alta das exportações e projeta produção de 16,7 milhões de toneladas em 2027.

Produção de frango deve crescer 3,1% em 2026, prevê Conab

A produção brasileira de frango deve crescer 3,1% em 2026, alcançando 16,3 milhões de toneladas, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgada nesta terça-feira (15/9). A retomada das exportações está entre os principais fatores para o avanço previsto.

A Conab projeta alta de 11,53% nas vendas externas em 2026, para 5,76 milhões de toneladas. As compras de outros países haviam sido afetadas em 2025 pelo registro de gripe aviária no Rio Grande do Sul, mas os principais importadores retomaram os pedidos neste ano, elevando o ritmo dos embarques.

No mercado interno, os preços começaram o segundo semestre pressionados pela demanda enfraquecida. Depois, reagiram com o recebimento dos salários, a retomada das atividades escolares e o ajuste dos estoques, conforme a estatal.

Custos e perspectivas para 2027

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajudou a manter sob controle os custos da alimentação. A Conab, porém, chamou atenção para a valorização recente dos grãos e para o risco climático em 2026/27. Uma quebra de safra de milho ou soja poderia elevar as despesas de produção e limitar a expansão dos alojamentos. O uso de coprodutos do etanol de milho aparece como alternativa para as formulações de ração.

Para 2027, a estatal espera que a produção continue crescendo, mas em ritmo menor: 2,4%. A projeção é de 16,7 milhões de toneladas produzidas, enquanto as exportações devem avançar 0,8%, chegando a cerca de 5,8 milhões de toneladas.

A oferta destinada ao mercado doméstico deve aumentar 3,2%, de 10,57 milhões de toneladas neste ano para 10,9 milhões de toneladas em 2027. A demanda interna tende a continuar favorecida pela substituição da carne bovina, descrita pela Conab como mais cara.

Entre os riscos para o setor estão os custos de alimentação, o câmbio e a sanidade avícola. Para reduzir a volatilidade do comércio, a companhia considera fundamentais a diversificação dos mercados e a regionalização sanitária.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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