O plantio de milho no Rio Grande do Sul alcançou 54% da área estimada para a safra, informou a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar) em boletim divulgado nesta sexta-feira (11). As condições climáticas favoreceram o avanço das atividades, enquanto os produtores ampliaram o uso de herbicidas e inseticidas devido ao aumento da incidência de cigarrinha.
As lavouras já implantadas também passaram a ser monitoradas por causa do frio intenso e das geadas recentes. A projeção estadual é de cultivo em 896.401 hectares, com produtividade de 7.711 quilos por hectare e produção aproximada de 6,91 milhões de toneladas.
Na região de Bagé, o plantio de milho para silagem segue em ritmo acelerado em municípios como Alegrete, Uruguaiana, Itacurubi e Manoel Viana. A semeadura começou ainda em Santa Margarida do Sul e São Gabriel. Em Soledade, 35% da área prevista já havia sido implantada, com lavouras em germinação e no início do desenvolvimento vegetativo.
Preços e trigo
O levantamento semanal da Emater/RS-Ascar registrou alta de 0,83% no preço médio da saca de milho de 60 quilos no estado. O valor passou de R$ 61,09 para R$ 61,60. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o milho disponível chegou a R$ 75 por saca.
No trigo, a maior oferta de radiação solar e as temperaturas amenas contribuíram para o desenvolvimento das lavouras. As geadas registradas no fim do período podem ter causado danos em áreas que estavam em fases reprodutivas, mas as perdas ainda são avaliadas. A Emater/RS-Ascar informou que não há perspectiva de prejuízos nas áreas em desenvolvimento vegetativo, como nos Campos de Cima da Serra.
A maior parte das plantações de trigo estava em floração, fase que reunia 39% das áreas, ou em enchimento de grãos, com 33%. Outros 2% já haviam atingido a maturação. Para a safra 2026, a estimativa é de 814.220 hectares cultivados, produtividade média de 2.701 quilos por hectare e manutenção de potencial produtivo geral satisfatório.



