Os preços dos grãos recuaram na bolsa de Chicago nesta segunda-feira (28/9), em meio à ausência de anúncios concretos sobre novas compras da China de produtos agrícolas dos Estados Unidos. A soja liderou as perdas e encerrou a sessão abaixo de US$ 13 por bushel.
Os contratos de soja para novembro caíram 2,33% e fecharam a US$ 12,8825 o bushel. Desde a semana passada, investidores aguardavam informações sobre aquisições chinesas após o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.
A China anunciou acordos para reduzir tarifas de importação de produtos americanos, incluindo milho, trigo, sorgo, farelo e óleo de soja. A soja em grão, porém, não foi incluída e continua sujeita a uma tarifa adicional de 10%.
“Na soja, a pressão é maior porque o grão ficou fora da redução tarifária e continua sujeito à tarifa adicional de 10%”, afirmou a Royal Rural. Para a consultoria, o mercado esperava que o entendimento entre os dois países resultasse em compras relevantes de produtos agrícolas americanos, o que ainda não ocorreu.
Milho e trigo também recuam
O milho fechou em queda, apesar do anúncio chinês sobre a redução de tarifas para a compra do produto americano. Os contratos para dezembro recuaram 0,99%, a US$ 5,23 o bushel.
A Royal Rural avaliou que a medida representa uma melhora do ponto de vista comercial, mas ficou abaixo das expectativas já incorporadas aos preços. A falta de indicações sobre compras maiores da China pressionou as cotações.
O trigo caiu pela quinta sessão consecutiva e ampliou a trajetória de baixa observada recentemente em Chicago. Os contratos para dezembro tiveram perda de 2,06% e terminaram a US$ 6,8875 o bushel. O cereal acompanhou o movimento negativo dos demais grãos após a frustração com a possibilidade de um acordo que previsse volumes maiores de compras chinesas.



