Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Terminal de Itajaí reforça estrutura para cargas refrigeradas e amplia operação

JBS Terminais elevou a movimentação no porto de Itajaí e prevê superar 500 mil TEUs nos embarques de 2026.

Terminal de Itajaí reforça estrutura para cargas refrigeradas e amplia operação

A operação da JBS Terminais no porto de Itajaí passou a contar com 1.700 tomadas para contêineres refrigerados, em uma estrutura voltada principalmente ao transporte de cargas frigoríficas. Esse segmento responde por entre 12% e 14% da movimentação total do terminal e, considerando apenas as exportações, representa entre 45% e 50%.

A empresa movimentou 341 mil TEUs — unidade equivalente a contêineres de 20 pés — entre janeiro e agosto, ante 219 mil TEUs no mesmo período de 2025. O resultado representa crescimento de 55% e ocorre após quase R$ 240 milhões em investimentos nos últimos dois anos. A meta é ultrapassar 500 mil TEUs embarcados em 2026.

Entre os produtos transportados estão congelados, carnes, madeira, celulose, papel e algodão. A movimentação também foi impulsionada pela retomada de operações que haviam deixado o complexo portuário. A safra de maçã voltou a ser embarcada por Itajaí no primeiro quadrimestre deste ano, depois de anos fora do terminal.

Expansão e próximos investimentos

A ampliação da área operacional e a compra de equipamentos receberam R$ 230 milhões do total aplicado. Segundo Aristides Russi Júnior, CEO da JBS Terminais, as intervenções elevaram em 25% a capacidade do terminal, que deverá alcançar 600 mil TEUs.

A companhia assumiu a operação do porto catarinense em outubro de 2024. Em maio, anunciou mais R$ 9 milhões para adquirir 25 caminhões destinados exclusivamente ao deslocamento interno no porto.

“Nosso desafio era retomar o protagonismo do porto”, afirma Russi Júnior. Para os próximos anos, incluindo 2027, o executivo diz que eventuais aportes deverão ser pontuais, com prioridade para a manutenção do crescimento sustentável.

Acessos ao complexo

A continuidade da expansão depende, segundo o diretor-presidente, de maior integração entre os modais e de melhorias nos acessos terrestre, ferroviário e aquaviário. No canal marítimo, estudos para o leilão estão em andamento, enquanto ainda são necessárias obras de aprofundamento e alargamento para garantir condições adequadas à operação dos navios.

No acesso terrestre, o tráfego de caminhões divide espaço com veículos de passeio. A construção de uma avenida expressa portuária é apontada como uma das intervenções necessárias para melhorar a logística na região.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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