ITAJAÍ — A operação da JBS Terminais no porto de Itajaí passou a contar com 1.700 tomadas para contêineres refrigerados, em uma estrutura voltada principalmente ao transporte de cargas frigoríficas. Esse segmento responde por entre 12% e 14% da movimentação total do terminal e, considerando apenas as exportações, representa entre 45% e 50%.
A empresa movimentou 341 mil TEUs — unidade equivalente a contêineres de 20 pés — entre janeiro e agosto, ante 219 mil TEUs no mesmo período de 2025. O resultado representa crescimento de 55% e ocorre após quase R$ 240 milhões em investimentos nos últimos dois anos. A meta é ultrapassar 500 mil TEUs embarcados em 2026.
Entre os produtos transportados estão congelados, carnes, madeira, celulose, papel e algodão. A movimentação também foi impulsionada pela retomada de operações que haviam deixado o complexo portuário. A safra de maçã voltou a ser embarcada por Itajaí no primeiro quadrimestre deste ano, depois de anos fora do terminal.
Expansão e próximos investimentos
A ampliação da área operacional e a compra de equipamentos receberam R$ 230 milhões do total aplicado. Segundo Aristides Russi Júnior, CEO da JBS Terminais, as intervenções elevaram em 25% a capacidade do terminal, que deverá alcançar 600 mil TEUs.
A companhia assumiu a operação do porto catarinense em outubro de 2024. Em maio, anunciou mais R$ 9 milhões para adquirir 25 caminhões destinados exclusivamente ao deslocamento interno no porto.
“Nosso desafio era retomar o protagonismo do porto”, afirma Russi Júnior. Para os próximos anos, incluindo 2027, o executivo diz que eventuais aportes deverão ser pontuais, com prioridade para a manutenção do crescimento sustentável.
Acessos ao complexo
A continuidade da expansão depende, segundo o diretor-presidente, de maior integração entre os modais e de melhorias nos acessos terrestre, ferroviário e aquaviário. No canal marítimo, estudos para o leilão estão em andamento, enquanto ainda são necessárias obras de aprofundamento e alargamento para garantir condições adequadas à operação dos navios.
No acesso terrestre, o tráfego de caminhões divide espaço com veículos de passeio. A construção de uma avenida expressa portuária é apontada como uma das intervenções necessárias para melhorar a logística na região.



