Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Casal amplia granja de suínos em Concórdia com trabalho e investimento gradual

Leucir e Márcia Miglioretto construíram quatro galpões e transformaram a propriedade familiar em referência para outros suinocultores.

Casal amplia granja de suínos em Concórdia com trabalho e investimento gradual

Leucir e Márcia Miglioretto transformaram uma propriedade iniciada praticamente do zero em uma granja com quatro galpões e capacidade para 2.660 suínos. No distrito de Santo Antônio, em Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, o casal mantém uma rotina que começa de madrugada e envolve alimentação dos animais, manejo, administração e cuidados com a casa e os filhos.

A atividade está presente na vida dos dois há 19 anos. Leucir já tinha contato com a suinocultura por causa do pai, que criava suínos, e decidiu construir o próprio negócio depois de trabalhar na cidade. Márcia, que nasceu e cresceu na cidade, acompanhou o marido na mudança para o interior.

Construção gradual

Os primeiros galpões foram feitos pelo próprio casal. Enquanto Leucir conciliava o trabalho na propriedade com serviços como pedreiro, Márcia permanecia na granja e cuidava também do filho Eduardo. Conforme surgiam oportunidades, o dinheiro era reinvestido na produção.

A expansão ocorreu aos poucos: primeiro um galpão, depois outro, até a quarta ampliação neste ano. Leucir afirma que três dos barracões foram construídos por ele e Márcia. Atualmente, os quatro espaços recebem animais na fase de terminação.

Os leitões chegam com aproximadamente 25 a 30 quilos e permanecem na propriedade por cerca de 90 a 100 dias. Nesse período, atingem em torno de 130 quilos e seguem para o abate. Leucir concentra-se principalmente na vacinação e nos trabalhos mais braçais. Márcia divide o tempo entre a administração, a granja, a casa e os filhos.

A jornada do produtor começa às 4h. A alimentação dos animais vem no início do dia, seguido pelo restante das tarefas, que se estendem até a noite.

Dívidas, gestão e assistência técnica

O crescimento não ocorreu sem dificuldades. Depois de deixar uma sociedade e assumir a propriedade sozinho com Márcia, o casal precisou lidar com uma dívida elevada. Durante esse período, os dois trabalharam dentro e fora da granja para manter as contas e reverter a situação.

O reinvestimento permitiu ampliar a estrutura. Márcia relaciona a renda da suinocultura à construção da casa e à educação dos filhos. Eduardo se formou este mês, enquanto Artur tem 10 anos. Os pais gostariam que um dos filhos continuasse o negócio, mas afirmam que a decisão caberá a ele.

Na granja, os animais recebem formulações diferentes de ração conforme avançam no desenvolvimento. Também são acompanhados indicadores de consumo, mortalidade, manejo e desempenho. Para Capes, a assistência técnica depende da confiança entre produtor e extensionista e da aplicação dos manejos recomendados.

Referência para outros produtores

A propriedade já participou de premiações ligadas ao desempenho da produção e passou a receber visitas, dias de campo e treinamentos. A granja é usada como exemplo quando práticas de manejo precisam ser demonstradas a outros suinocultores.

Segundo Capes, além dos resultados, a disposição do casal para adotar novas práticas contribui para esse reconhecimento. Ao longo de quase duas décadas, a experiência acumulada por Leucir e Márcia passou a servir de apoio à evolução de outras propriedades.

Para Leucir, a suinocultura está ligada a tudo o que a família construiu. Márcia também associa o cuidado com os animais ao resultado da produção e afirma que a atividade é o ponto de partida do alimento que chega à agroindústria e a outras etapas da cadeia.

A trajetória do casal foi marcada por trabalho diário, investimento gradual e persistência. O que começou com a compra da terra e a construção de um primeiro galpão chegou a quatro estruturas e se tornou uma referência para produtores da região.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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