Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Pesquisa aponta divisão sobre STF e apoio a código de ética para ministros

Levantamento mostra 47% de avaliação negativa da corte e maioria favorável a regras específicas de conduta para seus ministros.

Pesquisa aponta divisão sobre STF e apoio a código de ética para ministros
Foto: Marcello Casal Jr/ABr

A aprovação de um código de ética específico para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tem o apoio de 45% dos eleitores, enquanto 33% são contrários à proposta, mostra pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (26). Outros 5% não são a favor nem contra, e 17% não souberam responder.

A proposta prevê regras para a conduta dos integrantes da corte. Do total, 23% são totalmente favoráveis e 23% apoiam a ideia em parte. Entre os que rejeitam o código, 18% são totalmente contra e 15% se opõem parcialmente.

Condutas avaliadas

O levantamento também perguntou sobre seis situações envolvendo ministros no exercício do cargo. A conduta mais rejeitada é julgar processos de uma pessoa cujo advogado seja parente do ministro: 88% consideram a prática inaceitável.

Para 85%, também é inaceitável aceitar convites para eventos pagos por empresas que tenham ações em julgamento no STF. Já 82% consideram inadequado tomar decisões que beneficiem ou prejudiquem candidatos à Presidência durante o período eleitoral.

Outras três práticas são vistas como inaceitáveis pela maioria: ser sócio de empresa privada durante o exercício do cargo e receber pagamentos por palestras de empresas privadas, ambas com 78%, além de dar entrevistas ou opiniões públicas sobre processos em julgamento, com 71%.

A elaboração do código é uma das bandeiras de Edson Fachin na presidência do STF. O objetivo é enfrentar conflitos de interesse, consolidar normas de conduta, ampliar a transparência e buscar consenso no colegiado. Em fevereiro, Fachin anunciou Cármen Lúcia como relatora da proposta. A iniciativa enfrentou resistência interna.

Avaliação do tribunal

A parcela que considera ruim ou péssimo o trabalho dos ministros chegou a 47%, acima dos 40% registrados em maio deste ano. É o maior índice da série histórica iniciada em 2019. A avaliação positiva ficou em 18%, mesmo percentual de dezembro de 2019. Outros 31% classificam o desempenho como regular, e 4% não opinaram.

Entre eleitores de Lula (PT), 32% avaliam o trabalho dos ministros como ótimo ou bom. O índice é de 6% entre eleitores de Flávio Bolsonaro (PL). Na avaliação negativa, 69% dos eleitores de Flávio consideram o desempenho ruim ou péssimo, ante 24% entre os eleitores de Lula.

A pesquisa foi realizada de terça (22) a quinta (24), com 2.002 eleitores abordados pessoalmente em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-00304/2026.

Suspeitas sobre o caso Master

O levantamento questionou ainda o conhecimento dos eleitores sobre suspeitas que ligam ministros do STF ao caso Master. Do total, 77% disseram estar a par e 23% responderam que não.

Entre os que afirmaram conhecer as suspeitas, 68% acreditam que há envolvimento de ministros, 2% disseram que não e 7% não souberam responder.

O caso envolve menções a Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e André Mendonça em informações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça afirmou que uma reunião com Vorcaro ocorreu oficialmente, em seu gabinete, como audiência formal.

Neste mês, uma análise de relatório da Polícia Federal com diálogos extraídos do celular de Vorcaro foi interrompida após questão de ordem de Gilmar Mendes sobre o rito. Em seguida, a sessão foi suspensa por pedido de vista de Flávio Dino.

Para 33% dos brasileiros, a atuação dos ministros do STF mais prejudica do que beneficia a candidatura de Flávio Bolsonaro. Outros 23% consideram que Lula é mais prejudicado do que beneficiado pela corte.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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