SÃO PAULO — O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) pediu ao ministro Edson Fachin e aos demais integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) que realizem um julgamento público, televisionado e rápido dos envolvidos no caso Master.
Durante uma agenda na Avenida Paulista, Cury defendeu que os julgamentos ocorram em até uma semana. A medida, segundo ele, permitiria que os eleitores soubessem de eventuais condenações antes das eleições de 4 de outubro. O candidato afirmou ainda que pessoas incluídas na lista de Daniel Vorcaro e condenadas não deveriam receber votos.
Cury passou o dia diante do Museu de Arte de São Paulo (MASP), onde organizou duas cadeiras e uma mesa na calçada para conversar com eleitores. Ele disse ter percebido perda de confiança da população em instituições como o STF, o Congresso Nacional e o Executivo.
“O que eu vi aqui na Avenida Paulista é um país colapsado. São pessoas que se sentem completamente abandonadas”, afirmou.
Ao comentar a situação do Supremo em Brasília, o candidato declarou estar indignado. Para ele, as instituições precisam agir com rapidez e transparência, enquanto os agentes públicos devem ser tratados como empregados da sociedade.
Na área econômica, Cury defendeu a redução dos juros com responsabilidade fiscal. Também propôs uma auditoria em toda a máquina pública, a redução da estrutura administrativa, a revisão dos cargos políticos e o respeito aos servidores. O candidato incluiu o combate à corrupção entre suas prioridades.
“Nós precisamos, urgentemente, ter um país responsável fiscalmente, acabar com essa corrupção, fazer um pacto nacional para chamar os melhores especialistas para governar essa nação”, disse.
Cury afirmou que pretende governar tanto para a direita quanto para a esquerda e criticou o que chamou de “Bolsopetismo”. Também declarou que pesquisas eleitorais indicam uma possível vitória dele contra o presidente Lula em um eventual segundo turno.



