A avaliação do Supremo Tribunal Federal (STF) varia de forma acentuada conforme a preferência eleitoral dos entrevistados. Entre os eleitores de Lula, 32% consideram o trabalho dos ministros ótimo ou bom. No grupo que afirma votar em Flávio Bolsonaro, esse índice é de 6%. Na avaliação negativa, a proporção chega a 69% entre os eleitores de Flávio e fica em 24% entre os de Lula.
Avaliação dos ministros
A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 26, mostra que 47% dos brasileiros avaliam negativamente a atuação dos ministros do STF. O resultado representa alta em relação aos 40% registrados em maio deste ano e é o maior da série histórica, iniciada em 2019.
A avaliação positiva ficou em 18%, menor patamar já verificado e igual ao registrado em dezembro de 2019. Para 31% dos entrevistados, o desempenho dos ministros é regular. Outros 4% não opinaram.
O levantamento também perguntou sobre possíveis impactos da atuação do STF nas campanhas presidenciais. Para 33%, a atuação dos ministros prejudica mais do que beneficia a candidatura de Flávio Bolsonaro. Já 23% disseram que o presidente Lula é mais prejudicado do que beneficiado pelo tribunal.
Condutas e código de ética
A conduta com maior rejeição foi o julgamento, por um ministro, de processo envolvendo pessoa cujo advogado seja seu parente: 88% consideram essa situação inaceitável. Também foram rejeitados por 85% os convites para eventos pagos por empresas com ações no tribunal. Para 82%, são inaceitáveis decisões que beneficiem ou prejudiquem candidatos à Presidência durante o período eleitoral.
As práticas com menor rejeição, embora ainda tenham índices altos, foram a participação de ministro em empresa privada durante o exercício do cargo e o recebimento de pagamentos por palestras de empresas privadas, ambas com 78%. Entrevistas ou opiniões públicas sobre processos em julgamento foram consideradas inaceitáveis por 71%.
A proposta de criação de um código de ética para disciplinar a conduta de magistrados de tribunais superiores tem apoio de 45% dos eleitores. A medida foi proposta por Edson Fachin. São contrários 33%; 5% não são a favor nem contra, e 17% não souberam responder. Entre eleitores de Lula, o apoio chega a 53%, contra 41% entre os que dizem votar em Flávio Bolsonaro.
Congresso Nacional
O Congresso Nacional foi avaliado como ruim ou péssimo por 37% dos entrevistados e como ótimo ou bom por 18%. Para 40%, o trabalho de deputados federais e senadores é regular; 6% não souberam responder.
O resultado negativo para o Congresso se manteve no mesmo nível do levantamento de maio. A avaliação positiva, porém, foi de 15% naquele levantamento, enquanto a regular chegou a 43%. Na pesquisa atual, a aprovação é de 22% entre eleitores de Lula e de 15% entre os que preferem Flávio Bolsonaro.
A pesquisa foi realizada nos dias 22 e 23, com 2.002 eleitores abordados pessoalmente em pontos de fluxo populacional. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00304/2026. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.



