Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Acordo prevê novas bases dos EUA e limita influência externa na Groenlândia

Pacto assinado por EUA, Dinamarca e Groenlândia prevê presença militar permanente e reafirma a soberania dinamarquesa sobre a ilha.

Acordo prevê novas bases dos EUA e limita influência externa na Groenlândia

Os Estados Unidos vão construir duas bases militares na Groenlândia, em Narsarsuaq, no sul da ilha, e em Mestersvig, no leste do território. O anúncio foi feito pelo presidente americano Donald Trump durante a Assembleia Geral da ONU, antes da assinatura de um acordo de segurança com a Dinamarca e a Groenlândia.

As novas instalações se somarão à Base Espacial de Pituffik, antiga Base de Thule, atualmente a única estrutura militar permanente dos Estados Unidos na ilha. O pacto, firmado nesta terça-feira (22/09), estabelece uma presença militar americana permanente e amplia a cooperação entre Washington, Copenhague e Nuuk.

Soberania e segurança

O documento reafirma a soberania e a integridade territorial do Reino da Dinamarca, além de reconhecer o direito da Groenlândia à autodeterminação. A ilha é um território autônomo dinamarquês.

A previsão busca reduzir a tensão provocada por declarações de Trump sobre uma possível anexação da Groenlândia. Desde seu retorno à Casa Branca, em janeiro de 2025, o presidente americano vinha afirmando que os Estados Unidos precisavam controlar a ilha por razões de segurança nacional. As declarações provocaram reações da Dinamarca e de aliados da Otan.

O acordo também impede que países de fora da Otan e da União Europeia assumam controle ou obtenham influência significativa sobre setores estratégicos da Groenlândia. China e Rússia são apontadas como os principais países afetados pela restrição, que limita o acesso a informações sensíveis e a atividades capazes de ameaçar a segurança nacional ou a ordem pública.

Para o primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, o texto reconhece a importância estratégica da ilha para a segurança da América do Norte e para a segurança transatlântica. “Este acordo reflete que entendemos nossa responsabilidade e agimos de acordo com ela”, afirmou.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse que o pacto coloca a Dinamarca “em uma situação melhor do que ontem”. Ela também declarou esperar que o acordo traga mais tranquilidade à Groenlândia, após um período difícil.

Vigência e importância estratégica

O documento tem dez páginas e determina que a Groenlândia deverá cumprir seus termos mesmo se conquistar a independência da Dinamarca. O território também deverá permanecer ou ingressar na Otan, se necessário.

A posição da ilha é considerada estratégica por Washington. A Groenlândia está na rota mais curta para mísseis entre Rússia e Estados Unidos e integra os planos do escudo antimísseis “Domo de Ouro”, defendido por Trump. O território também possui reservas pouco exploradas de terras raras, usadas em tecnologias avançadas e na transição energética.

O acordo foi assinado em uma cerimônia em Nova York com a participação de Trump, Frederiksen e Nielsen. O texto foi recebido positivamente pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, e pelo chanceler federal alemão, Friedrich Merz.

Os Estados Unidos já tinham autorização para ampliar sua presença militar na ilha. Um acordo de defesa firmado em 1951 e atualizado em 2004 permite a criação de novas áreas de defesa, desde que as autoridades dinamarquesas e groenlandesas sejam informadas previamente.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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