Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
O radar da região e do país
Brasil

Acordo entre Dinamarca, Groenlândia e EUA prevê reforço da segurança no Ártico

Tratado será assinado na próxima semana durante a Assembleia Geral da ONU e terá prazo indefinido, segundo Donald Trump.

Acordo entre Dinamarca, Groenlândia e EUA prevê reforço da segurança no Ártico

Os governos da Dinamarca, da Groenlândia e dos Estados Unidos anunciaram um acordo para fortalecer a segurança no Ártico e no norte do Atlântico. A assinatura está prevista para a próxima semana, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, conforme comunicado divulgado nesta sexta-feira (18/09) pelo gabinete da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen.

O documento afirma que o tratado reconhecerá a soberania e a integridade territorial da Dinamarca, além do direito da população da Groenlândia à autodeterminação. Frederiksen disse que o entendimento reforça a segurança comum no Ártico e no Atlântico Norte e também é positivo para a Otan e a Europa.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que o acordo reconhece os interesses da ilha e seu lugar na cooperação internacional.

Termos apresentados por Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o tratado permitirá o “controle permanente” da segurança da Groenlândia. Em uma mensagem publicada na rede social Truth Social, ele disse que o acordo terá duração “indefinida, não tem fim”.

Segundo Trump, nenhum adversário dos Estados Unidos poderá manter presença militar na ilha ou fazer investimentos sensíveis sem autorização expressa de Washington. O presidente também afirmou que os Estados Unidos iniciarão imediatamente o processo para desenvolver uma grande presença militar no território e que trabalharão com os habitantes locais na construção dessas instalações.

Desde o começo do segundo mandato, Trump sustenta que o controle da Groenlândia é necessário por razões de segurança nacional. Em 20 de janeiro, durante a posse, ele afirmou que Washington precisava tomar a ilha para garantir a segurança internacional. Em março, disse que não descartava o uso da força militar para atingir esse objetivo.

A Groenlândia é amplamente autônoma, mas pertence à Dinamarca. Os dois países já haviam declarado que a ilha não estava à venda. Em janeiro deste ano, Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia criaram um grupo de trabalho de alto nível para tratar da disputa em torno do território no Atlântico Norte.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.