Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Brasil

Estudo aponta expansão da aridez e destaca efeito do CO2 até 2100

Pesquisa estima que zonas áridas poderão ocupar mais de 40% da superfície terrestre, com Austrália, Brasil e países africanos entre os mais afetados.

Estudo aponta expansão da aridez e destaca efeito do CO2 até 2100
Foto: Criada com o Gemini/Xataka

A concentração maior de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera pode retardar parcialmente a expansão das zonas áridas, embora o avanço da aridez deva atingir mais de 40% da superfície terrestre até 2100. A estimativa é de um estudo publicado na revista Environmental Research Letters.

Austrália, Brasil e países da África aparecem entre as regiões que podem sofrer os maiores efeitos. O estudo considera que o aquecimento do planeta pode tornar ainda mais secas áreas que já apresentam baixa disponibilidade de água e também levar condições áridas a regiões atualmente mais úmidas.

Essa mudança pode alterar paisagens e afetar plantas que não consigam se adaptar às novas condições. A expansão para áreas antes mais úmidas também pode acentuar a escassez de água e a degradação dos ecossistemas.

Como a aridez é medida

Zonas áridas são regiões em que a disponibilidade de água é baixa. Nesses locais, a precipitação é pequena quando comparada às perdas potenciais de água por evaporação e pela transpiração das plantas.

A climatologia tem uma definição consolidada para o conceito, e os pesquisadores concordam, em linhas gerais, sobre as principais regiões áridas do mundo. Ainda assim, os cálculos sobre a área total dessas zonas variam conforme os métodos adotados e os dados climáticos utilizados.

Os autores defendem a adoção de uma metodologia comum para medir esse avanço. Para eles, a padronização é importante porque as condições climáticas áridas podem se espalhar para regiões que anteriormente eram mais úmidas.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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