A concentração maior de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera pode retardar parcialmente a expansão das zonas áridas, embora o avanço da aridez deva atingir mais de 40% da superfície terrestre até 2100. A estimativa é de um estudo publicado na revista Environmental Research Letters.
Austrália, Brasil e países da África aparecem entre as regiões que podem sofrer os maiores efeitos. O estudo considera que o aquecimento do planeta pode tornar ainda mais secas áreas que já apresentam baixa disponibilidade de água e também levar condições áridas a regiões atualmente mais úmidas.
Essa mudança pode alterar paisagens e afetar plantas que não consigam se adaptar às novas condições. A expansão para áreas antes mais úmidas também pode acentuar a escassez de água e a degradação dos ecossistemas.
Como a aridez é medida
Zonas áridas são regiões em que a disponibilidade de água é baixa. Nesses locais, a precipitação é pequena quando comparada às perdas potenciais de água por evaporação e pela transpiração das plantas.
A climatologia tem uma definição consolidada para o conceito, e os pesquisadores concordam, em linhas gerais, sobre as principais regiões áridas do mundo. Ainda assim, os cálculos sobre a área total dessas zonas variam conforme os métodos adotados e os dados climáticos utilizados.
Os autores defendem a adoção de uma metodologia comum para medir esse avanço. Para eles, a padronização é importante porque as condições climáticas áridas podem se espalhar para regiões que anteriormente eram mais úmidas.



