NOVA YORK — A última barcaça com lixo chegou ao Fresh Kills em 22 de março de 2001, encerrando 53 anos de funcionamento do aterro em Staten Island. Ao longo desse período, os resíduos formaram quatro grandes montes em uma área de 8,9 km².
A cidade de Nova York agora trabalha para selar essas estruturas, cobri-las com prados e transformar o antigo depósito em um parque. Quando concluído, o espaço terá uma área três vezes maior que a do Central Park.
De aterro temporário a destino do lixo residencial
O Fresh Kills começou a ser usado em 1948, quando pântanos e áreas alagadiças de Staten Island foram escolhidos para receber lixo de forma temporária. A iniciativa integrava os planos do urbanista Robert Moses, que previa aterrar a região para viabilizar outros empreendimentos posteriormente.
A utilização, porém, continuou. Em 1955, o local já era considerado o maior aterro sanitário do mundo. Com o fechamento gradual de outros depósitos da cidade, passou a concentrar praticamente todo o lixo residencial de Nova York.
No período de maior atividade, entre 1986 e 1987, o aterro recebia até 29 mil toneladas de resíduos por dia. No total, aproximadamente 150 milhões de toneladas de resíduos sólidos foram acumuladas no complexo durante seus 53 anos de operação.
A transformação representa uma mudança na função de uma área que, por décadas, recebeu o lixo doméstico de milhões de pessoas. As montanhas artificiais deixadas pelo aterro serão cobertas como parte da conversão do terreno em espaço de parque.



