Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
O radar da região e do país
Brasil

Brasil pode atender até 40% da nova demanda dos EUA por carne bovina

Especialista estima embarques de até 120 mil toneladas e vê possibilidade de recordes para a arroba no fim do ano.

Brasil pode atender até 40% da nova demanda dos EUA por carne bovina

O Brasil pode responder por 30% a 40% da nova demanda dos Estados Unidos por carne bovina, segundo avaliação do analista Iglesias. Esse percentual representaria de 90 mil a 120 mil toneladas no melhor cenário, principalmente de carne magra e trimmings, aparas usadas, entre outras finalidades, na produção de hambúrgueres.

"Estamos falando de 30% a 40%, então de 90 mil a 120 mil toneladas no melhor cenário. São volumes interessantes para o Brasil", afirmou Iglesias.

Disputa pelo mercado norte-americano

Argentina, Austrália, Uruguai e Nova Zelândia, fornecedores tradicionais dos Estados Unidos, têm cotas próprias e não disputariam diretamente o volume adicional com o Brasil. Paraguai e países da América Central aparecem entre os possíveis concorrentes, mas o analista avalia que esses mercados têm capacidade exportadora inferior à brasileira.

A indústria nacional ainda precisa analisar se as operações são viáveis. Os cortes procurados pelos Estados Unidos representam uma parcela limitada da carcaça, enquanto os preços do boi gordo seguem firmes no mercado doméstico.

A possibilidade de ampliar as vendas aos Estados Unidos surge durante uma redução das compras chinesas de carne bovina brasileira. Na avaliação de Iglesias, o mercado norte-americano pode absorver parte dessa oferta, mas não substituir completamente a China. Em agosto, os Estados Unidos chegaram a superar os chineses nas compras do produto brasileiro.

Enquanto a demanda da China estiver temporariamente menor, os Estados Unidos tendem a ganhar espaço nas exportações brasileiras. Ainda assim, o analista considera que a China continua sem substituto integral como destino da carne.

Perspectiva para a arroba

Iglesias atribui a principal sustentação da arroba do boi gordo à mudança do ciclo pecuário brasileiro. A expectativa é de menor disponibilidade de animais para abate no segundo semestre, o que deve manter firme o mercado físico.

No curto prazo, as cotações são descritas como firmes, mas acomodadas, sem uma sequência consistente de altas expressivas no mercado físico. No mercado futuro, os avanços têm ocorrido com maior frequência.

Para o último bimestre do ano, a perspectiva melhora com a oferta restrita de animais, o aumento sazonal do consumo interno, a demanda dos Estados Unidos e a possibilidade de retomada das exportações para a China, já considerando a cota de 2027. "Nos últimos dois meses do ano, ainda temos a perspectiva de preços recordes para a arroba do boi gordo", afirmou o analista. A valorização esperada, porém, ainda não apareceu com a mesma intensidade no mercado físico.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.