Belo Horizonte, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Fábrica da Bull em Angers passa a montar até 12 racks por mês

Expansão de 80 milhões de euros amplia a capacidade da empresa francesa para atender à demanda europeia por supercomputadores.

Fábrica da Bull em Angers passa a montar até 12 racks por mês

ANGERS, FRANÇA — A fábrica da Bull em Angers passou a montar 12 racks por mês, o dobro do ritmo anterior, após uma expansão de 80 milhões de euros. A unidade, reinaugurada nesta quinta-feira, pode chegar a 24 racks no próximo ano, conforme a demanda por supercomputadores para inteligência artificial continue crescendo.

A Bull é uma fabricante estatal francesa e mantém em Angers a única fábrica europeia dedicada à construção dessas máquinas. A ampliação ocorre enquanto a União Europeia destina 7 bilhões de euros, no período de 2021 a 2027, a uma rede de supercomputadores voltada a reduzir a diferença de capacidade computacional em relação aos Estados Unidos e à China.

Contratos e novos sistemas

O presidente-executivo da Bull, Emmanuel Le Roux, afirmou que a empresa recebeu neste ano mais pedidos do que em qualquer outro período e venceu 15 das 18 licitações lançadas pela EuroHPC, órgão da União Europeia que cofinancia a rede com os Estados-membros. A empresa disputou os contratos com companhias como a Hewlett Packard Enterprise.

A Airbus inaugurou neste ano supercomputadores da Bull em Toulouse e Hamburgo. Os equipamentos fazem parte de um contrato de cinco anos que, conforme informações divulgadas, teria valor próximo de 100 milhões de euros e triplicado a capacidade de simulação da fabricante de aeronaves. A Bull afirmou que esse valor não estava correto, mas não informou a quantia exata.

A operadora de computação em nuvem OVHcloud e a Domyn, apoiada pela Comissão Europeia, tentam treinar modelos avançados de inteligência artificial no JUPITER, supercomputador da Bull. Outras empresas também participam dos trabalhos, mas não foram identificadas pela fabricante.

Pedidos em montagem

O pedido francês para o supercomputador Alice Recoque soma 94 racks e está sendo montado ao mesmo tempo que o LUMI-AI, sistema finlandês cujo contrato é de 388 milhões de euros e o maior já assinado pela Bull. De acordo com executivos, a produção simultânea dos dois projetos não seria possível antes da ampliação de Angers.

A Bull também construiu o JUPITER, primeira máquina exascale da Europa, atualmente em operação no centro de Jülich, na Alemanha. O Alice Recoque, encomendado para a agência nuclear francesa CEA, será entregue em etapas a partir do final deste ano, com custo de 554 milhões de euros para o governo francês e a União Europeia.

A França concluiu a compra da Bull do grupo de tecnologia Atos em 31 de março, avaliando a empresa em até 404 milhões de euros. Le Roux disse que a razão inicial da aquisição foi estratégica. Na década de 1980, depois que os Estados Unidos deixaram de enviar supercomputadores à CEA, a França recorreu à Bull para construir máquinas usadas na simulação de testes nucleares.

A fábrica de Angers utiliza processadores da Nvidia, AMD e Intel, além de componentes europeus. Estes últimos representam 70% das máquinas em construção, ante 20% a 30% há cinco anos. Em uma parceria firmada em junho, a Bull e a taiuanesa Foxconn também produzirão sistemas NVL da Nvidia em uma fábrica na República Tcheca, com montagem final em Angers.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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