Belo Horizonte, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Menopausa pode afetar sono, memória, humor e disposição; veja os sintomas

Além dos fogachos, a transição menopausal pode provocar alterações cognitivas, emocionais, físicas e na qualidade do sono.

Menopausa pode afetar sono, memória, humor e disposição; veja os sintomas
Foto: Freepik/Revista Malu

A menopausa pode provocar mudanças que vão além dos fogachos e da irregularidade menstrual. A queda ou oscilação de hormônios como estrogênio e progesterona também pode afetar memória, concentração, humor, energia, sexualidade e sono.

A menopausa é definida após 12 meses consecutivos sem menstruação e representa o fim do período reprodutivo. Segundo o ginecologista Nélio Veiga Junior, o estrogênio participa de funções relacionadas ao humor, à atenção, à motivação, ao sono e ao metabolismo cerebral. Por isso, algumas mulheres percebem alterações cognitivas e emocionais durante a transição hormonal.

Sintomas que podem aparecer

A insônia pode surgir ainda no início da transição, mesmo quando os ciclos menstruais continuam normais. A mulher pode ter dificuldade para adormecer, despertares durante a noite, dificuldade para voltar a dormir e um sono menos reparador. Ondas de calor noturnas também podem interromper o descanso e contribuir para fadiga, irritabilidade e instabilidade emocional.

Esquecimentos e a sensação de “brain fog” são outras queixas. Entre os exemplos estão entrar em um ambiente e esquecer o motivo, perder palavras durante uma conversa ou precisar reler um texto. O ginecologista Igor Padovesi descreve o nevoeiro cerebral como uma combinação de confusão mental, lapsos de memória e lentidão de raciocínio.

A dificuldade de concentração pode tornar mais cansativas atividades como reuniões, leitura, estudos e tarefas que exigem foco. De acordo com Nélio Veiga Junior, esse quadro pode estar relacionado às alterações hormonais, à privação de sono e à sobrecarga da vida pessoal e profissional.

A fadiga persistente também pode aparecer, com sensação de pouca energia, corpo pesado e menor capacidade de recuperação física e mental. A menopausa pode influenciar o metabolismo energético, a composição corporal, a massa muscular e a eficiência do sono profundo. Igor Padovesi ressalta, porém, que o cansaço tem várias causas e não deve ser atribuído automaticamente aos hormônios.

Irritabilidade e menor tolerância ao estresse podem ocorrer quando situações rotineiras passam a provocar respostas emocionais mais intensas. Também podem surgir ansiedade, palpitações, pensamentos acelerados, tensão corporal e dificuldade para relaxar. Mulheres que já tinham histórico de ansiedade podem apresentar maior vulnerabilidade durante a transição.

Oscilações de humor, choro fácil e desânimo sem causa aparente estão entre as manifestações descritas. Algumas mulheres ainda relatam queda de motivação e prazer, redução da iniciativa, da libido e da disposição para atividades sociais.

A mente acelerada à noite pode formar um ciclo com ansiedade, privação de sono e piora cognitiva. Nesse caso, o corpo está cansado, mas os pensamentos continuam ativos, com repetição de ideias e dificuldade para “desligar”.

Mudanças de peso, redistribuição da gordura corporal, redução de massa muscular e sintomas cognitivos podem afetar a autoestima e a percepção da própria identidade. É comum que pacientes relatem: “eu não era assim”. A fase também pode provocar questionamentos sobre os papéis de mãe, profissional e esposa, além de preocupações com o envelhecimento, a autoestima e a perda da fertilidade biológica.

Possibilidades de tratamento

O tratamento deve ser individualizado, levando em conta o histórico clínico, os sintomas predominantes, a fase da menopausa e os objetivos de cada paciente. A terapia hormonal pode ser considerada quando houver indicação adequada e ajudar no controle de sintomas vasomotores, na qualidade do sono, no humor, na cognição e no bem-estar geral.

Entre as medidas relacionadas ao estilo de vida estão o exercício físico, especialmente o treino de força, para preservar massa muscular, favorecer o sono e reduzir sintomas de ansiedade e fadiga. Ajustes na alimentação, com controle do índice glicêmico, consumo adequado de proteínas e fibras e redução de ultraprocessados, também podem contribuir para energia, composição corporal e estabilidade emocional.

Terapias cognitivas, técnicas de relaxamento, mindfulness e intervenções comportamentais podem ajudar a reduzir a hiperativação mental. Em alguns casos, também é necessário investigar apneia do sono, síndrome das pernas inquietas ou alterações do ritmo circadiano, com possibilidade de tratamento medicamentoso complementar.

Para Nélio Veiga Junior, os sintomas não devem ser tratados como uma parte obrigatória do envelhecimento. A avaliação profissional ajuda a definir as estratégias mais adequadas para preservar cognição, energia, funcionalidade e qualidade de vida.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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