O Mercedes-Benz Sprinter Chassi 517 foi o caminhão que menos perdeu valor após três anos de uso, com desvalorização de 10,3%. O resultado aparece no estudo do Selo Maior Valor de Revenda, que avaliou modelos semileves, leves, médios, semipesados, pesados, a gás e elétricos.
O levantamento considera os preços médios de veículos zero-quilômetro em julho de 2023 e os valores de modelos correspondentes com três anos de uso encontrados em junho de 2026. O período foi escolhido como referência para os ciclos de renovação de frotas.
Modelos com menor desvalorização
Na categoria dos leves, o Iveco Daily Chassi 65-170/180 teve a menor perda, de 16,8%. Entre os médios, o Volkswagen Delivery 11.180 registrou desvalorização de 21,3%. O modelo é apontado no estudo como o caminhão mais vendido do Brasil.
A Scania ficou na primeira posição em seis categorias. Entre os semipesados 4x2, o P 320 perdeu 16,4% do valor. Na configuração 8x2, o P 280 teve desvalorização de 12,4%.
Nos pesados de até 400 cv, o Scania P 360 apresentou perda de 15,4%. Entre os modelos com potência entre 401 e 500 cv, o G 460 registrou 17%. Na categoria acima dos 501 cv, o G 560 teve desvalorização de 18,7%.
O Scania R 410 também venceu entre os caminhões movidos a gás, com perda de 19,1%.
A Volvo obteve os menores índices em duas configurações de caminhões semipesados. O VM 290 6x2 desvalorizou 21,1%, enquanto o VM 360, entre os modelos 6x4, registrou perda de 21,2%.
Elétricos e utilitários
O Foton iBlue EV foi o modelo com melhor resultado entre os caminhões elétricos, mas acumulou desvalorização de 28,3% em três anos. Entre os utilitários, o Fiat e-Scudo teve o maior valor residual da categoria e perdeu 41,8% no período analisado.
O Selo Maior Valor de Revenda realiza o estudo há 12 anos. A metodologia divide os veículos comerciais em dois grupos: os utilitários de carga, separados em cinco categorias, e os caminhões, distribuídos em outras doze categorias para a comparação entre veículos de porte e aplicação semelhantes.



