O início da safra 2026/27 de soja e milho deve exigir cautela dos produtores de Goiás e Mato Grosso. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas irregulares e baixos volumes de precipitação nos próximos dias, sem expectativa de recuperação significativa da umidade do solo em grande parte da região.
A previsão inclui pancadas isoladas, que podem favorecer temporariamente a semeadura em algumas áreas. A ocorrência, porém, não assegura água suficiente para a germinação, a emergência e o estabelecimento inicial das plantas. Nas lavouras de sequeiro, a distribuição e a continuidade das chuvas serão decisivas, já que a redução rápida da umidade após o plantio pode provocar germinação desuniforme, falhas de estande e, em situações mais severas, necessidade de replantio.
Previsão para os próximos dias
Para os próximos sete dias, os acumulados devem ser baixos em grande parte de Goiás e Mato Grosso. Volumes entre 10 e 30 milímetros tendem a se concentrar principalmente na porção sul dos dois estados. As temperaturas devem continuar elevadas no norte e no sudoeste de Mato Grosso e no oeste de Mato Grosso do Sul, com máximas acima de 30 °C.
De acordo com o Inmet, os níveis de armazenamento de água no solo permanecerão extremamente baixos em grande parte da região nos próximos cinco dias, em razão da continuidade do déficit hídrico. Embora o Centro-Oeste esteja entrando no período chuvoso, os volumes previstos ainda não devem recompor de forma significativa a umidade em boa parte de Goiás e Mato Grosso.
A situação ocorre em um cenário de expansão da área cultivada com milho primeira safra e de continuidade do crescimento da soja no país. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) avalia que o desempenho das culturas dependerá, entre outros fatores, da evolução das condições climáticas.
Com a possibilidade de pouca chuva ou ausência de precipitação em parte dos estados, o avanço do plantio poderá variar entre municípios e propriedades. A umidade existente no solo e a chuva efetivamente registrada serão importantes para definir onde a semeadura poderá avançar com menor risco. Atrasos prolongados no plantio da soja também podem reduzir a janela para a implantação da segunda safra de milho em áreas de sucessão. As decisões devem considerar as condições locais, as atualizações meteorológicas e as recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).



