Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Abic registra alta no consumo de café e redução no preço do torrado e moído

Associação atribui avanço à maior oferta e aos preços mais acessíveis; consumo chegou a 13,68 milhões de sacas até agosto.

Abic registra alta no consumo de café e redução no preço do torrado e moído

O consumo de café no Brasil cresceu 2,29% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) nesta terça-feira (22/9). No período, o volume consumido chegou a 13,68 milhões de sacas de 60 quilos.

A expansão ganhou ritmo no segundo quadrimestre do ano, quando o consumo avançou 4,65% ante os mesmos meses de 2025. Entre janeiro e abril, a alta havia sido de 2,44%. De maio a agosto, foram consumidas 7,02 milhões de sacas de 60 quilos.

O diretor-executivo da Abic, Celírio Inácio, relacionou o resultado ao aumento da oferta e à maior regularidade no fornecimento de café arábica e robusta/conilon. “A partir do mês de junho, existe uma maior tranquilidade no abastecimento por parte da indústria”, afirmou.

Preços e perspectivas para o mercado

A Abic também identificou queda nos preços de praticamente todas as categorias de café na comparação entre agosto de 2026 e agosto de 2025. No torrado e moído tradicional e extraforte, o recuo foi de 21,22%. O preço médio do quilo passou de R$ 62,83 para R$ 49,50 em 12 meses. Em maio de 2026, o valor era de R$ 55,42.

A única alta citada foi a das cápsulas de dose única, cujo preço equivalente ao quilo aumentou 7,73% entre maio e agosto. Para a associação, os dados indicam acomodação e maior estabilidade dos preços em relação a 2025.

A indústria acompanha os possíveis efeitos do El Niño sobre a produção. Cardoso afirmou que as floradas estão mais intensas até o momento, mas que ainda é necessário manter cautela. Para a safra de 2027, a expectativa é de maior oferta de arábica, enquanto o conilon/robusta pode ganhar força. “Haverá uma pressão de preços maior sobre o arábica do que o conilon”, estimou.

Diante da volatilidade dos preços, as empresas reduziram a cobertura dos estoques, que cinco, seis anos atrás ficava em torno de oito a 12 semanas de suprimento. Cardoso estimou que o período esteja atualmente entre quatro a sete semanas, mas ressaltou que a Abic não possui registros precisos sobre essa relação.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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