Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Brasil

Clima e oferta no Vietnã entram no radar do mercado de café

Exportações elevadas do Vietnã e do Brasil aumentam a oferta no curto prazo, enquanto o clima mantém riscos para as próximas safras.

Clima e oferta no Vietnã entram no radar do mercado de café

As exportações de café do Vietnã permaneceram acima da média em agosto, ampliando a disponibilidade no mercado no curto prazo. O país embarcou 2,1 milhões de sacas, o maior volume para o mês em sete anos. No acumulado da safra 2025/26, entre outubro e agosto, foram 27,7 milhões de sacas — alta de 19,6% em relação à safra 2024/25 e uma das melhores marcas dos últimos sete ciclos.

A projeção da Hedgepoint Global Markets é de produção de 30,5 milhões de sacas no Vietnã na safra 2026/27, em patamar semelhante ao da temporada 2025/26. A expansão da área cultivada nos últimos anos sustenta essa estimativa. Alguns produtores devem começar os trabalhos de campo no início de outubro, mas a chegada de volumes mais expressivos ao mercado é esperada apenas depois de novembro.

O cenário, porém, combina estoques extremamente baixos no país e riscos climáticos. Desde o início do desenvolvimento da safra 2026/27, as chuvas acumuladas no Vietnã têm ficado, em geral, abaixo da média, e algumas regiões já esperam redução da produção. Os possíveis efeitos do El Niño também são monitorados, inclusive sobre o ciclo 2027/28, porque o fenômeno pode prolongar a estação seca e reduzir a umidade do solo e a água disponível para irrigação.

Embarques brasileiros e preços

No Brasil, as exportações totais alcançaram 4,16 milhões de sacas em agosto, recorde para o mês e crescimento de 31% ante o mesmo período de 2025. Os embarques de café verde somaram 3,8 milhões de sacas, também com alta de 31%.

A Hedgepoint avalia que o ritmo dos embarques brasileiros reduz as preocupações com a disponibilidade imediata do produto. As condições climáticas também favoreceram o desenvolvimento da safra 2027/28: algumas regiões registraram a primeira floração, e a chuva acumulada em setembro ficou acima da média de dez anos na maior parte das áreas produtoras.

Mesmo com estoques certificados nos níveis mais baixos em décadas, a consultoria vê pressão de baixa sobre as cotações internacionais no curto prazo. O café arábica negociado em Nova York pode continuar abaixo de US$ 2,80 por libra-peso. Na sexta-feira (18/9), o contrato encerrou a sessão em US$ 2,80.

Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint, afirmou que os estoques pendentes para classificação, o clima no Brasil e o avanço das exportações podem ampliar a pressão sobre os preços. Para o contrato de dezembro, a cotação pode se aproximar de 270 c/lb, medida em centavos de dólar por libra-peso.

A Indonésia também está no radar, já que a safra 2027/28 está em desenvolvimento nas regiões produtoras de robusta. Para a Hedgepoint, os preços podem encontrar suporte nos próximos meses conforme a intensidade dos efeitos do El Niño sobre a produção nos principais países produtores fique mais clara.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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