Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Elefantes mudam estratégia para alcançar alimento, aponta pesquisa na Tailândia

Experimento com 16 animais identificou controle de impulsos e adaptação diante da mudança no acesso à comida.

Elefantes mudam estratégia para alcançar alimento, aponta pesquisa na Tailândia
Foto: gerada por IA/Portal Terra/TerrAI

Um experimento com 16 elefantes asiáticos mostrou que os animais conseguem interromper respostas automáticas e mudar de estratégia quando as condições para obter alimento são alteradas. O estudo foi realizado no National Elephant Institute, na Tailândia, e publicado na Plos One nesta quarta-feira, 9.

A pesquisa foi conduzida por Joshua Plotnik, professor de psicologia, e Sydney Hope, pesquisadora de pós-doutorado, ambos ligados ao CUNY Graduate Center e ao Hunter College. Os autores apresentam o trabalho como a primeira comprovação formal de flexibilidade comportamental desse tipo em elefantes.

Mudança no acesso à comida

Durante os testes, os animais receberam uma caixa transparente com frutas. A estrutura tinha pequenos orifícios, que permitiam visualizar e sentir o cheiro do alimento, mas a comida não podia ser alcançada diretamente pela barreira. Os elefantes aprenderam a usar uma abertura lateral para chegar à recompensa.

Depois, os pesquisadores giraram a caixa e mudaram a posição do vão. No início, os animais procuraram o acesso no local usado anteriormente. Em seguida, abandonaram essa resposta e localizaram a nova entrada. O comportamento indicou capacidade de controlar o impulso de insistir em uma ação que havia funcionado antes.

Sydney Hope afirmou que os elefantes geralmente conseguiam conter tanto a tentativa de alcançar diretamente a comida atrás da barreira quanto a repetição de uma técnica que deixou de ser eficaz.

Diferenças entre os animais

Os exemplares mais velhos levaram mais tempo para se acostumar à nova posição da abertura. Os pesquisadores ressaltam que ainda são necessários novos levantamentos para determinar se essa demora está relacionada a um declínio cognitivo associado ao envelhecimento.

A capacidade de ajustar decisões é relacionada à resolução de problemas e pode contribuir para estratégias de coexistência entre humanos e elefantes em regiões asiáticas onde áreas agrícolas se sobrepõem ao habitat natural da espécie. Levantamentos anteriores de Plotnik registraram que animais que vivem perto de comunidades humanas assumem riscos maiores ao explorar locais desconhecidos.

Para Joshua Plotnik, compreender como os elefantes avaliam riscos e respondem a mudanças provocadas pelos seres humanos pode ajudar a prever seus próximos comportamentos e orientar medidas de convivência.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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