A disponibilidade reduzida de soja no mercado físico deve ajudar a manter os preços no Brasil, mesmo após a queda registrada no encerramento da semana. Matheus Pereira, diretor da Pátria Agronegócios, avalia que o grão atravessa um período de valores elevados no país, em movimento diferente do observado na bolsa de Chicago.
Na sexta-feira (18/9), o indicador Cepea/Esalq com base no porto de Paranaguá (PR) recuou 0,08%, para R$ 161,89 por saca. Pereira afirmou que os portos seguem com cotações sustentadas porque há pouco produto disponível para negociação.
A previsão é de manutenção dos valores em níveis firmes, com possibilidade de repiques de alta. Esse movimento dependerá dos efeitos do El Niño sobre o desenvolvimento do plantio, segundo o analista.
Pereira também projetou uma reação mais intensa caso se confirme uma maior força do fenômeno e apareçam sinais de mudança no clima entre setembro e outubro, acompanhados de veranicos. Nessa situação, os preços poderiam subir com mais intensidade no mercado interno.
A soja registrou queda nas 38 praças acompanhadas pela AgRural. Em Ponta Grossa (PR), a saca perdeu R$ 2,50 ante o dia anterior e passou a valer R$ 155. Em Primavera do Leste (MT), o recuo foi de R$ 2, para R$ 142. Em Luís Eduardo Magalhães (BA), também houve baixa de R$ 2, com a saca a R$ 144.



