A Guiana atravessa uma mudança econômica marcada pela expansão da produção de petróleo, pelo aumento das receitas e pela chegada de padrões de consumo antes incomuns no país. Ferraris e Lamborghinis passaram a aparecer nas ruas, enquanto restaurantes oferecem carne japonesa e casamentos luxuosos ganharam espaço no cotidiano local.
O conflito no Irã elevou os preços do petróleo bruto e aumentou a procura internacional por fornecedores distantes de rotas ameaçadas por drones. Nesse cenário, a Guiana, que começou a produzir petróleo há poucos anos, espera faturar cerca de US$ 6,5 bilhões este ano — mais que o dobro das projeções iniciais.
Expansão da produção
A produção guianense está em aproximadamente 900 mil barris por dia. As projeções indicam que a capacidade pode chegar a 1,7 milhão de barris até 2030.
O desempenho do setor também aparece nos indicadores econômicos: a economia cresceu 33% no primeiro semestre do ano. O Banco Mundial já classifica a Guiana como uma economia de alta renda, enquanto a renda per capita anual gira em torno de US$ 32 mil.
Contraste regional
Durante décadas, a Guiana esteve entre os países mais pobres da América do Sul. A transformação recente contrasta com a situação da Venezuela e ocorre apesar de muitos cidadãos ainda não terem percebido os efeitos do enriquecimento do país.
A combinação entre a valorização do petróleo e a busca por novas rotas de fornecimento tornou o recurso guianense especialmente atrativo em meio à crise energética global. O país, com pouco mais de um milhão de habitantes, passou a figurar entre os principais beneficiários desse cenário.


