MOGI GUAÇU — As histórias de Cibele Marchis e Maria Elisabete Nogueira da Silva, conhecida como Bia Nogueira, foram encerradas com uma despedida conjunta em Mogi Guaçu. Mãe e filha morreram com 10 horas de diferença, após enfrentarem doenças diferentes, e foram veladas juntas antes do sepultamento no Cemitério Municipal Santo Antônio.
Cibele, de 28 anos, morreu por volta das 16h de quinta-feira, 24. Ela tratava um câncer na glândula suprarrenal e estava em um hospital da cidade. Naquele momento, Bia, de 56 anos, permanecia sedada em outra unidade. A família recebeu a confirmação da morte da mãe por volta das 2h de sexta-feira, 25. Bia enfrentava um câncer agressivo no pâncreas.
A trajetória de Cibele
Criadora de conteúdo e dona de uma agência de marketing, Cibele recebeu o diagnóstico em 2024. Mesmo durante cirurgias e tratamentos, continuou compartilhando a rotina nas redes sociais, onde reunia mais de 11 mil seguidores.
Em uma publicação feita em outubro do ano passado, a estrategista de marketing relatou que o tumor tinha 10 centímetros e havia atingido um dos rins. Ela também contou ter passado por três cirurgias. Na última, teve uma perfuração intestinal, seguida de infecção generalizada e de mais de 20 dias na UTI.
Cibele escreveu sobre o período de internação e a fé que manteve durante o tratamento: “Foram dias em que eu literalmente lutei pela vida”. Em suas redes, também mostrava a convivência com a família e o trabalho na agência, criada com uma amiga há dois anos.
Depois da morte da jovem, a sócia publicou uma homenagem. Ela afirmou que Cibele “nunca deixou que a doença definisse quem era” e escreveu que continuaria o trabalho das duas com a mesma coragem que havia aprendido com a amiga.
A vida de Bia
Bia era podóloga e mantinha um espaço de atendimento em Mogi Guaçu. Suas publicações reuniam registros do trabalho, de momentos de lazer e de viagens com a família. Cibele aparecia com frequência nas fotos.
Uma familiar também prestou homenagem e descreveu Bia como o porto seguro da filha. A mensagem dizia que ela cuidaria de Cibele e estaria ao lado dela caso fosse necessário. A morte das duas, ocorrida em hospitais diferentes e com poucas horas de intervalo, levou a família a organizar uma cerimônia conjunta.



