Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Mangue-vermelho reduz áreas de alimentação de aves nativas no Havaí

Introduzida para conter a erosão costeira, a árvore se espalhou por rios, lagoas e estuários do arquipélago.

A expansão do mangue-vermelho no Havaí vem reduzindo áreas rasas e clareiras usadas por aves aquáticas nativas ameaçadas. A árvore cobre planícies lodosas, altera a dinâmica dos cursos d’água e dificulta o acesso dos animais a locais de alimentação, abrigo e reprodução.

Em 1902, mudas foram transportadas da Flórida para Molokai pela indústria açucareira. O objetivo era fixar o solo costeiro e evitar que chuvas fortes e enxurradas levassem sedimentos férteis para recifes marinhos vulneráveis. Passados 124 anos, a espécie se espalhou por lagoas, estuários e margens de rios.

Como a vegetação modifica os cursos d’água

As raízes aéreas entrelaçadas retêm detritos orgânicos nas margens. Com o acúmulo, o fundo dos leitos se eleva, a velocidade natural da água diminui e a qualidade dos mananciais é deteriorada.

A árvore também produz vagens alongadas, capazes de flutuar impulsionadas por marés e correntes marítimas. Ao alcançar margens lodosas, essas estruturas dão origem a novas colônias e podem transformar canais abertos em passagens fechadas por vegetação densa.

Pressão sobre as aves aquáticas

Os ambientes pantanosos do arquipélago dependem de áreas abertas para a nidificação e a busca por alimento. A proliferação do mangue-vermelho sufoca a flora nativa e reduz os espaços onde as aves encontram pequenos invertebrados e sementes.

Entre as espécies ameaçadas estão o perna de pau havaiano, conhecido como aeo; o galeirão havaiano, chamado alae keokeo; o frango d’água havaiano, denominado alae ula; e o pato selvagem havaiano, conhecido como koloa maoli. A vegetação também pode limitar a visibilidade necessária para que as aves percebam predadores terrestres, como mangustos e gatos selvagens.

Remoção e recuperação

Equipes especializadas e voluntários fazem mutirões para retirar troncos e raízes entrelaçadas de canais na costa de Oahu. A ação pretende liberar o fluxo da água e favorecer a renovação das lagoas costeiras.

O trabalho inclui ainda o plantio de vegetação nativa nas margens. A manutenção precisa ser prolongada, porque sementes levadas pela água podem recolonizar rapidamente as áreas limpas.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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