Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Meta apresenta dispositivo portátil para levar agente de IA além do smartphone

Chamado Muse Charm, aparelho tem tela de aproximadamente 2 polegadas, conexão 5G e acesso direto ao agente de IA da Meta.

Meta apresenta dispositivo portátil para levar agente de IA além do smartphone

A Meta apresentou o Muse Charm, um dispositivo portátil do tamanho de um relógio de bolso que permite acessar diretamente o agente de inteligência artificial da empresa. A revelação foi feita por Mark Zuckerberg durante a conferência anual Meta Connect, na quarta-feira.

O aparelho representa uma mudança na estratégia da companhia, que busca reduzir a dependência dos sistemas operacionais da Apple e do Google. Com um toque, o usuário pode abrir o Muse sem precisar recorrer a aplicativos de inteligência artificial instalados no smartphone.

Da aposta no metaverso à inteligência artificial

Zuckerberg afirmou que a Meta passou a priorizar a chamada superinteligência pessoal depois de ter defendido o metaverso como a próxima grande plataforma de computação. A aposta no mundo digital imersivo também levou à mudança do nome da empresa em 2021.

“a superinteligência pessoal não só virá primeiro, como será muito maior e mais importante”, disse Zuckerberg na conferência. Ele acrescentou que o Muse também estará disponível em breve em toda a linha de óculos inteligentes da Meta.

A apresentação ocorreu após o lançamento do Muse, que registrou milhões de downloads nos Estados Unidos. Analistas avaliam que o aplicativo pode ter tido o maior lançamento no país desde a chegada do ChatGPT, em novembro de 2022, quando começou o avanço acelerado da inteligência artificial.

O desempenho do serviço também influenciou o mercado financeiro. As ações da Meta subiram mais de 3% na quinta-feira, depois de acumularem alta de quase 24% desde o lançamento do Muse, em 8 de setembro. A empresa caminhava para acrescentar cerca de US$56 bilhões ao valor de mercado, que estava em cerca de US$ 324 bilhões no fechamento da quarta-feira.

Como funciona o Muse Charm

O dispositivo tem uma tela de aproximadamente 2 polegadas (5 cm), controlada com o polegar, e exibe no centro um personagem Muse que pode ser personalizado. Um modem 5G integrado permite acessar o agente mesmo sem Wi-Fi. O aparelho, porém, não faz chamadas.

Analistas veem possibilidade de interesse entre consumidores mais jovens, em um momento de retorno de produtos como câmeras digitais, celulares dobráveis e tocadores de MP3. A Geração Z, formada por pessoas entre 14 e 29 anos, costuma usar assistentes de IA como companheiros ou parceiros de discussão, além de ferramentas de busca.

Linda Sui, fundadora da Smart Analytics Global, afirmou que a combinação de inteligência artificial, moda e personalização pode atrair esse público caso o aparelho seja acessível e fácil de usar. Jitesh Ubrani, diretor da IDC, disse que o dispositivo pode interessar a pessoas que não querem usar óculos ou não confiam nesse tipo de produto.

Ubrani também comparou a proposta aos bichinhos virtuais Tamagotchi, populares no final da década de 1990, e mencionou a possibilidade de executar um pequeno modelo de linguagem localmente em um aparelho de dimensões reduzidas.

Dúvidas sobre o mercado

O desempenho do Muse Charm ainda dependerá da capacidade de manter o interesse inicial e de ampliar seu público nos próximos meses. Produtos semelhantes tiveram resultados limitados. O Rabbit R1, lançado pela startup Rabbit Inc no início de 2024, teve uma apresentação de grande repercussão, mas não se consolidou após prometer mais recursos de inteligência artificial do que entregava e oferecer uma experiência pouco confiável.

Para Sui, o produto precisará oferecer funções que smartphones, relógios, fones de ouvido e óculos inteligentes não consigam substituir facilmente. Caso contrário, a avaliação é que ele poderá permanecer como um dispositivo desejado por pioneiros, sem alcançar o mercado de massa.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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