Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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MQ-9 Reaper pode reforçar operações americanas contra o tráfico na região

Brasil acompanha a possível transferência de drones dos EUA e avalia riscos à soberania e efeitos sobre redes criminosas ligadas a facções brasileiras.

MQ-9 Reaper pode reforçar operações americanas contra o tráfico na região
Foto: Reprodução/Youtube/Perfil Brasil

O governo brasileiro acompanha os planos dos Estados Unidos de transferir drones militares MQ-9 Reaper para a estrutura responsável pelas operações na América do Sul. A movimentação ocorre durante a expansão de ações antidrogas e antiterrorismo com governos da região e é avaliada sob os aspectos da soberania e da presença militar americana perto do território nacional.

Ainda não há definição sobre a quantidade de aeronaves. Uma fonte indicou que a maior parte dos MQ-9 atualmente vinculados ao comando americano na África pode ser deslocada para a América do Sul. Entre as possibilidades consideradas está o emprego dos equipamentos em operações no Equador.

Alcance e funções dos drones

O MQ-9 Reaper reúne recursos de vigilância e ataque. O modelo pode coletar informações e realizar ataques de precisão. Dados da Força Aérea dos EUA indicam que o drone consegue permanecer no ar por cerca de 27 horas, alcançar aproximadamente 1.850 quilômetros e operar a mais de 15 quilômetros de altitude.

A transferência deve ampliar os recursos militares americanos já deslocados para a região. No ano passado, os Estados Unidos enviaram ao Caribe drones do mesmo modelo, caças F-35 e uma aeronave AC-130 durante operações contra embarcações suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas.

Avaliação do governo brasileiro

Integrantes da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva demonstram preocupação com a possibilidade de operações em países vizinhos avançarem sobre áreas sensíveis ou ampliarem a presença militar dos Estados Unidos na América do Sul.

Ao mesmo tempo, o governo avalia que ações restritas ao combate ao narcotráfico poderiam enfraquecer grupos criminosos de países vizinhos que mantêm conexões com facções brasileiras. Até agora, não houve conversas para que o Brasil receba os MQ-9.

Fontes do governo afirmaram que o país tende a priorizar parcerias militares com transferência de tecnologia.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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