SÃO PAULO — Setembro já é o segundo mês mais chuvoso dos últimos 84 anos na Grande São Paulo. O acumulado passou de 218 milímetros até as 9 horas desta segunda-feira (14) e se aproxima do recorde histórico do mês, superior a 243 milímetros.
A previsão aponta continuidade das precipitações até esta terça-feira (15), com redução da intensidade a partir de quarta-feira (16). O intervalo de tempo mais seco, porém, deve ser temporário: as chuvas podem voltar próximo ao dia 20, embora com menor intensidade em algumas áreas. Com a possibilidade de novos volumes até o fim de setembro, o acumulado do mês ainda pode aumentar.
A instabilidade está ligada principalmente a uma área de baixa pressão na costa de São Paulo e do Rio de Janeiro. O sistema mantém condições favoráveis para chuva forte em diferentes pontos do país, especialmente no Sudeste.
Os maiores volumes são esperados no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Centro-Sul de Minas Gerais. Em Três Corações, no Sul de Minas Gerais, a previsão indica quase 31 milímetros nesta terça-feira. Depois da pausa a partir de quarta-feira, a chuva deve retornar perto do dia 20, mas com menor intensidade.
Em Amparo, no interior de São Paulo, são esperados mais de 12 milímetros nesta terça-feira. A partir de quarta-feira, o tempo fica mais seco, mas a precipitação deve ganhar força novamente por volta do dia 20, com previsão de mais de 23 milímetros.
Calor e pouca chuva em parte do Centro-Oeste
Enquanto o Sudeste permanece sob influência das chuvas, áreas do país seguem com temperaturas elevadas e baixa umidade. Em Gurupi, no Tocantins, o calor deve ser intenso. Em Cuiabá, no Mato Grosso, as temperaturas ficam próximas dos 33°C.
Entre 15 e 19 de setembro, não são previstos volumes expressivos de chuva em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em Mato Grosso, os acumulados não devem superar 15 milímetros em grande parte das áreas produtoras. Rondonópolis e Sinop continuam com pouca chuva, cenário que pode atrasar o avanço do plantio da safra 2026/27.
Em Mato Grosso do Sul, o vazio sanitário termina nesta terça-feira (15), permitindo o início do plantio da soja. No Centro-Sul do estado, o solo apresenta melhores condições de umidade após as chuvas das últimas semanas, o que pode favorecer a entrada das máquinas e o começo da semeadura. O calor e a baixa umidade em algumas áreas do interior também elevam a preocupação com o risco de queimadas.



