A Rebel Wolves ampliou sua equipe de 90 para 160 funcionários durante a produção de The Blood of Dawnwalker, seu primeiro jogo. O estúdio foi criado por ex-integrantes da CD Projekt que trabalharam em The Witcher 3 e recebeu US$ 40 milhões da NetEase para desenvolver o título.
O acordo foi fechado no fim de 2022 e incluiu a compra de 26% da Rebel Wolves. Antes disso, o diretor Konrad Tomaszkiewicz financiou o estúdio por conta própria durante o primeiro ano. Nesse período, a equipe produziu um protótipo e procurou investidores para viabilizar o projeto.
Em 2023, a desenvolvedora contratou funcionários e começou a produção de The Blood of Dawnwalker no final daquele ano. O investimento posicionou o game como um título AA, entre os jogos independentes e as produções AAA, que podem custar até US$ 300 milhões ou mais atualmente.
Produção e lançamento
A distribuição e o marketing ficaram sob responsabilidade da Bandai Namco. A Rebel Wolves avaliou a data de lançamento e decidiu colocar o jogo no mês de setembro, em vez de exigir trabalho além do horário para tentar lançá-lo em junho.
Tomaszkiewicz afirmou que a equipe preferiu preservar os fundamentos definidos para o projeto. “Decidimos fazer de tudo para não alterar as bases do jogo”, disse o diretor. Segundo ele, a manutenção desses pilares era importante porque mudanças afetariam o jogo como um todo.
O diretor também declarou que o tamanho atual do time atende às necessidades do estúdio e permite que ele mantenha contato diário com os funcionários. Para Tomaszkiewicz, essa estrutura permite continuar atuando como criador, e não apenas como gerente.
A Rebel Wolves planeja uma sequência de The Blood of Dawnwalker, que provavelmente terá mais tempo de produção. Tomaszkiewicz avaliou o desenvolvimento do primeiro jogo como bem-sucedido e afirmou: “No fim das contas, conseguimos realizar uma produção muito boa, sem grandes problemas”.
The Blood of Dawnwalker está disponível para PC, PlayStation 5 e Xbox Series e já vendeu mais de 1 milhão de cópias.



