O mercado brasileiro de soja teve pouca movimentação nesta sexta-feira (18), em meio à queda dos contratos na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A pressão veio do recuo do farelo, do avanço da colheita nos Estados Unidos e de um movimento de realização de lucros e vendas técnicas.
As baixas foram mais visíveis nos portos, acompanhando a paridade. Ainda assim, o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira avaliou que o mercado segue nominal, sem perdas expressivas de valor. Os vendedores mantiveram pedidas elevadas, enquanto as ofertas de compra tiveram pouca alteração. “Seguimos com um spread forte no mercado disponível, de até R$ 7,00 por saca, dependendo da praça, mas sem movimentos”, afirmou.
Preços no mercado físico
Entre as principais praças acompanhadas, houve recuo em Passo Fundo (RS), de R$ 154,50 para R$ 154,00; Santa Rosa (RS), de R$ 155,50 para R$ 154,00; Cascavel (PR), de R$ 152,00 para R$ 151,00; Paranaguá (PR), de R$ 163,00 para R$ 162,00; e Rio Grande (RS), de R$ 163,50 para R$ 162,00.
Rondonópolis (MT) e Dourados (MS) mantiveram os preços em R$ 147,00. Em Rio Verde (GO), a cotação subiu de R$ 148,00 para R$ 149,00.
Em Chicago, os contratos com entrega em novembro terminaram com baixa de 16,25 centavos de dólar, ou 1,23%, a US$ 13,03 1/2 por bushel. A posição janeiro ficou em US$ 13,20 por bushel, com queda de 17,00 centavos, ou 1,27%.
No farelo, a posição dezembro recuou US$ 12,70, ou 3,42%, para US$ 358,60 por tonelada. Os contratos de óleo para dezembro fecharam a 68,22 centavos de dólar, baixa de 0,93 centavo, ou 1,34%.
China e estimativas brasileiras
Os agentes aguardam, em Washington, o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump no final da próxima semana. A expectativa é de novos acordos comerciais entre China e Estados Unidos, com possível impacto sobre as vendas de soja norte-americana aos chineses.
Exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 111.000 toneladas de soja para a China, com entrega na temporada 2026/27. A Sinograin retomou leilões de soja importada após uma pausa de aproximadamente um mês. O próximo leilão, na terça-feira, terá 543 mil toneladas produzidas entre 2023 e 2025.
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) manteve em 180,4 milhões de toneladas a previsão para a produção brasileira. A estimativa de exportação de soja em grão caiu 0,3%, para 115 milhões de toneladas, devido ao aumento das compras chinesas de produto norte-americano.
O dólar comercial fechou com alta de 0,11%, a R$ 5,1452 para venda e R$ 5,1432 para compra. Na semana, a valorização foi de 0,42%.



