Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Erro de impressão transformou folha de selos de 1918 em peça milionária

William T. Robey identificou aviões invertidos em uma folha do primeiro serviço regular de correio aéreo dos Estados Unidos.

Erro de impressão transformou folha de selos de 1918 em peça milionária

Uma folha com 100 selos do correio aéreo dos Estados Unidos se tornou uma das peças mais valiosas da filatelia depois que William T. Robey percebeu um erro de impressão em 1918. Os aviões do desenho apareciam de cabeça para baixo, e ele entendeu que aquela falha poderia ter grande valor.

Robey encontrou a folha em 14 de maio de 1918, durante o horário de almoço, ao visitar uma agência dos Correios em Washington. Ele pediu uma folha dos novos selos, pagou 24 dólares — cerca de R$ 123 na cotação atual — e deixou o local com a impressão invertida em todas as 100 unidades.

O selo havia sido criado para marcar a inauguração do serviço regular de correio aéreo dos Estados Unidos. A peça custava 24 centavos e mostrava um Curtiss JN-4H “Jenny”, um dos biplanos usados nas primeiras rotas.

Uma falha em duas etapas

A produção exigia duas cores: azul no avião e vermelho-carmim na moldura. Por isso, cada folha precisava passar duas vezes pela prensa. Se o papel fosse colocado na posição errada em uma dessas etapas, o resultado seria a imagem invertida do avião.

O Departamento de Gravação e Impressão trabalhava sob enorme carga durante a Primeira Guerra Mundial. Nesse período, colecionadores passaram a visitar agências dos Correios em busca de erros de impressão. Robey estava entre eles e reconheceu imediatamente a anomalia quando o funcionário da agência da New York Avenue lhe mostrou a folha completa.

O alcance financeiro da descoberta só ficaria claro décadas depois. Em 2023, um dos selos chegou a valer 2 milhões de dólares.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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