Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Soja, DDG e sorgo mudam perfil dos insumos para a pecuária brasileira

Estudo da RaboResearch projeta aumento da oferta de ingredientes e relaciona a mudança à expansão dos biocombustíveis e ao processamento de grãos.

Soja, DDG e sorgo mudam perfil dos insumos para a pecuária brasileira

A produção de DDG, farelo de soja e sorgo deve ganhar espaço na alimentação animal brasileira nos próximos anos, segundo estudo da RaboResearch. A mudança amplia as opções disponíveis para as rações, cuja composição foi historicamente concentrada em milho e farelo de soja.

O relatório projeta que o esmagamento de soja pode chegar a cerca de 69 milhões de toneladas. Esse volume representaria um acréscimo de 5 milhões de toneladas de farelo de soja em relação a 2025. A estimativa está associada à Lei do Combustível do Futuro, que prevê a elevação obrigatória da mistura de biodiesel para 20% até 2030.

A oferta de DDGS, por sua vez, cresceu 21% ao ano nos últimos cinco anos e pode alcançar 8 milhões de toneladas até 2031. O sorgo também aparece como alternativa para a segunda safra, conhecida como safrinha. A colheita deve passar de 6 milhões de toneladas na temporada 2025/26 para 10 milhões de toneladas em 2031.

Peso nos custos da produção

A RaboResearch avalia que a diversificação dos ingredientes pode favorecer o crescimento da produção pecuária nacional até 2031. O estudo relaciona esse movimento à maior disponibilidade de insumos e à possibilidade de reduzir a exposição do setor às oscilações de preços de determinadas commodities.

A ração representa uma parcela relevante dos custos operacionais da pecuária. Nos confinamentos bovinos, essa participação varia de 70% a 80%. Na suinocultura em Santa Catarina, chega a 72%, enquanto na avicultura de corte no Paraná alcançou 63% no primeiro semestre de 2026.

Participação no mercado global

Segundo o estudo, essa estrutura de custos contribui para a competitividade brasileira no comércio internacional de proteína animal. O país responde por 15% da produção mundial de carne bovina, 11% da produção de frango e 4,4% da produção de suínos.

Nas exportações globais, as participações são maiores: mais de 22% para a carne bovina, quase 34% para o frango e 14,7% para a carne suína. Para a RaboResearch, a ampliação da cesta de ingredientes permite maior captura de valor ao longo da cadeia.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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