NOVA ZELÂNDIA — As patas dos cães podem sofrer queimaduras quando entram em contato com asfalto, concreto ou areia aquecidos pelo sol. Para reduzir esse risco, o Waikato District Council recomenda que o tutor verifique a temperatura do piso antes de sair para passear.
A avaliação é feita mantendo a palma da mão firme contra o chão durante cinco segundos. Se o calor for insuportável para a pele humana, o piso também não é seguro para o animal caminhar. A orientação vale para superfícies urbanas e para áreas de areia, que podem reter calor e envolver as patas com grãos aquecidos.
Atenção aos sinais nas patas
Os cães caminham diretamente sobre o solo, sem a proteção de calçados. Embora as almofadinhas funcionem como amortecedores naturais, elas podem sofrer lesões quando expostas a temperaturas elevadas.
Depois do passeio, o tutor deve observar se o animal passa a lamber ou morder as patas de forma persistente. Manqueira, recusa em apoiar as patas, bolhas, descamação e vermelhidão também podem indicar ferimentos causados pelo calor.
A presença desses sinais exige atenção clínica imediata, de acordo com as orientações apresentadas para os casos de queimaduras nas almofadinhas. O desconforto pode aparecer logo após o retorno para casa e se intensificar com a evolução da inflamação.
Escolha do horário e do trajeto
Além de testar o piso, a recomendação é ajustar o momento do passeio. Os primeiros períodos da manhã e o fim da tarde tendem a oferecer superfícies mais resfriadas. Caminhos com sombra e gramados arborizados também reduzem o contato com áreas que absorveram muita radiação solar.
A verificação deve ser feita antes de cada caminhada sob sol intenso, já que o pavimento e a areia acumulam calor ao longo do dia. Assim, o tutor consegue avaliar se o trajeto oferece condições adequadas para o cão antes de colocá-lo em contato com o chão aquecido.



