A Fonterra encerrou o ano fiscal de 2026, em 31 de julho, com lucro depois de impostos de 2,6 bilhões de dólares neozelandeses, o equivalente a US$ 1,47 bilhão. O resultado foi 142% maior que o registrado no exercício anterior, quando o lucro somou 1,079 bilhão de dólares neozelandeses.
O lucro operacional alcançou 3,4 bilhões de dólares neozelandeses, alta de 97,6% na comparação anual. De acordo com a companhia, o resultado inclui um benefício de 1,2 bilhão de dólares neozelandeses relacionado à venda dos negócios globais de consumo e de atividades associadas, reunidos sob a marca Mainland Group. A operação com a francesa Lactalis foi concluída em março deste ano.
Pagamentos aos cooperados
Na temporada 2025/26, encerrada em 31 de maio, o preço final pago ao produtor foi de 9,69 dólares neozelandeses por quilo de sólidos de leite. O dividendo referente ao ano fiscal será de 73 centavos de dólar neozelandês por ação.
Com o pagamento, a distribuição total aos cooperados chegará a 12,42 dólares neozelandeses por ação. O valor inclui um retorno de capital de 2 dólares neozelandeses por ação.
O presidente do conselho de administração da Fonterra, Peter McBride, disse que a cooperativa terminou o ano fiscal no limite superior da previsão de resultados. Ele atribuiu o desempenho ao trabalho das equipes durante a venda do Mainland Group para a Lactalis e à transição de Richard Allen para o cargo de CEO.
Allen afirmou que a execução da estratégia contribuiu para o resultado. Conforme o executivo, a Fonterra coletou, processou e embarcou volumes de leite próximos de recordes no ano fiscal de 2026, direcionou produtos para buscar retornos maiores e manteve as entregas aos clientes mesmo diante de eventos climáticos e volatilidade geopolítica.
Para a temporada 2026/27, iniciada em 1º de junho, a empresa manteve a estimativa de preço ao produtor em 9,50 dólares neozelandeses por quilo de sólidos de leite. A faixa projetada vai de 8,50 a 10,50 dólares neozelandeses.



