Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Vazamento em conexão de torneira leva umidade à sala de casal por três meses

Paula e Renato só encontraram a origem da infiltração depois de retirar o rodapé e abrir parte da parede junto ao muro vizinho.

Vazamento em conexão de torneira leva umidade à sala de casal por três meses
Foto: Imagem gerada por inteligência artificial/Catraca Livre

Uma conexão embutida de torneira instalada no imóvel vizinho levou água para dentro da parede da sala de Paula e Renato durante três meses. O casal tentou corrigir o problema pelo lado interno, mas a mancha sempre retornava até que o rodapé foi retirado e parte do reboco, aberta.

A umidade apareceu inicialmente perto do piso, em uma marca escura de cerca de 20 centímetros de altura. A tinta formava pequenas bolhas, embora não chovesse havia quase duas semanas. Por isso, o casal descartou a possibilidade de a água vir do telhado e refez o acabamento.

Menos de uma semana depois, a parede voltou a apresentar sinais de umidade. A parte inferior estava fria ao toque, e o rodapé de madeira começou a escurecer. Paula e Renato também deixaram a janela aberta, afastaram os móveis e passaram a observar o local pela manhã.

“ A gente ia dormir com a parede quase seca e acordava com ela molhada de novo”, conta Paula. Durante três meses, eles rasparam a tinta, esperaram a parede secar, aplicaram massa, usaram produtos impermeabilizantes e mudaram o tipo de tinta. A cada tentativa, a mancha desaparecia por alguns dias antes de reaparecer perto do chão.

O sinal atrás do rodapé

A investigação mudou quando uma peça do rodapé se soltou. A madeira estava deformada e mais escura na parte traseira. Ao retirar a peça, Renato encontrou a alvenaria úmida e uma faixa escura seguindo horizontalmente pela base da parede.

Um pedreiro abriu uma pequena área de reboco próximo ao piso. O trecho mais molhado ficava junto ao muro compartilhado com o imóvel vizinho. Do outro lado havia um corredor externo, onde Cláudio havia instalado uma torneira cerca de quatro meses antes para lavar o quintal.

A torneira parecia seca por fora, sem gotas na saída ou no revestimento. Um encanador retirou a peça e identificou um vazamento na conexão embutida. Sempre que a torneira era aberta, parte da água escapava para dentro da alvenaria.

Cláudio costumava lavar o corredor no começo da noite. A água era absorvida pela parede, atravessava a divisa e aparecia na sala do casal na manhã seguinte.

Parede precisou secar

A conexão foi substituída no mesmo dia. Mesmo assim, a umidade permaneceu durante a semana seguinte, porque a alvenaria havia acumulado água. O pedreiro explicou que seria necessário esperar antes de refazer o acabamento.

Paula e Renato deixaram o trecho aberto e ventilado por várias semanas. Quando a parede permaneceu seca, o reboco foi recuperado, um novo rodapé foi instalado e a sala recebeu outra demão de tinta.

A quarta pintura não precisou ser refeita. Meses depois, nenhuma nova mancha havia aparecido. Paula calcula que o casal gastou mais tempo e material tentando esconder o sinal do que teria gasto ao investigar sua origem desde o início.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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