O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, afirmou que a reserva estratégica de bitcoin do país não foi transferida para um operador privado. Segundo ele, a mudança envolveu apenas as ações da Chivo, empresa ligada à carteira digital usada pelo governo.
A declaração foi feita na sexta-feira, 4, após o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciar avanços no acordo de crédito firmado com El Salvador. O programa prevê uma linha de US$ 1,4 bilhão, dividida em vários desembolsos, e inclui medidas para reduzir a participação do governo no experimento com bitcoin.
Em janeiro de 2025, o governo retirou da criptomoeda o status de moeda de curso legal. Na quinta-feira, 3, o FMI anunciou um acordo preliminar para liberar quase 140 milhões de dólares em novos recursos, dentro de um programa de austeridade.
O organismo informou que a participação pública na carteira Chivo foi reduzida de forma substancial. Também disse que a participação majoritária e o controle operacional passaram a um operador privado, enquanto o governo conservou uma participação minoritária e a responsabilidade pela custódia dos ativos dos clientes.
Bukele contestou a interpretação de que toda a reserva havia mudado de controle. Em uma publicação na rede social X, afirmou: “a única coisa que foi transferida foram as ações da Chivo (...) e NÃO a Reserva Estratégica de Bitcoin”.
Exigências do acordo
A reserva de bitcoin mencionada pelo presidente soma 618 milhões de dólares. O FMI exige que El Salvador reduza o experimento com a criptomoeda e informou que as compras contínuas foram financiadas por doações privadas, e não por dinheiro público.
Daqui em diante, o programa não prevê novo acúmulo de bitcoin além das doações documentadas. O FMI também afirmou que continuam os esforços para ampliar a transparência das reservas do país.



