Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Ministério e citricultura discutem novos destinos para o suco de laranja

Reunião em Brasília abordou barreiras tarifárias, negociações com Japão e Coreia do Sul e cenário da safra 2026/27.

Ministério e citricultura discutem novos destinos para o suco de laranja

O Ministério da Agricultura e Pecuária e representantes da cadeia citrícola discutiram, na quarta-feira (23), medidas para ampliar a presença do suco de laranja brasileiro no exterior. A reunião ocorreu em Brasília (DF) e tratou dos desafios enfrentados pelo setor e da abertura de novos mercados.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu Ibiapaba Netto, diretor-executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Citricultura. Segundo o ministério, o objetivo é construir estratégias conjuntas para aumentar a participação de produtos brasileiros em mercados considerados estratégicos.

Netto mencionou o interesse do setor em oportunidades comerciais relacionadas a negociações entre o Mercosul e o Japão e entre o Mercosul e a Coreia do Sul. Os dois países foram apontados como destinos relevantes para produtores que buscam diversificar as exportações.

A citricultura registrou recordes em 2022, 2023, 2024 e 2025, mas passou a enfrentar redução no consumo. Para o representante do setor, as tarifas são o principal obstáculo à expansão comercial. Ele afirmou ainda que não há impedimentos sanitários para a entrada do produto brasileiro, que tem condições de ser vendido em praticamente todos os países.

O Brasil produz 13,5 milhões de toneladas de laranja e lidera também a produção e a exportação de suco. Foram 1,032 milhão de toneladas produzidas e 973 mil toneladas exportadas. A produção e a industrialização estão concentradas em grande parte no estado de São Paulo.

Estimativa da safra

Para a safra 2026/27, o Fundecitrus estimou 263,15 milhões de caixas em São Paulo e no Triângulo/Sudoeste de Minas Gerais, alta de 3,1% sobre a previsão inicial, influenciada pelas chuvas. O volume, porém, é cerca de 10% inferior às 292,9 milhões de caixas da temporada anterior. As chuvas aumentaram o peso e o tamanho dos frutos, mas podem diminuir o brix e o rendimento industrial, além de dificultar a colheita.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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