Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Clima e demanda podem pressionar soja brasileira e elevar preços em Chicago

Mercado acompanha o risco de queda na produção do Brasil e possível migração da demanda para a soja dos Estados Unidos.

Clima e demanda podem pressionar soja brasileira e elevar preços em Chicago

A colheita da soja nos Estados Unidos se aproxima de uma definição mais clara sobre o tamanho da temporada 2026/27. Com isso, o mercado deve voltar a atenção para a safra sul-americana, especialmente a produção brasileira, diante dos riscos associados ao Super El Niño.

O fenômeno tende a favorecer volumes elevados de chuva no Sul. No Paraná, há previsão de acumulados expressivos nos próximos dias. Para outubro, os mapas climáticos indicam condições relativamente favoráveis em áreas do Centro-Oeste, incluindo Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A situação exige maior atenção no Matopiba, onde as precipitações podem ocorrer de forma irregular e há perspectiva de ondas de calor intensas. Nesse cenário, as condições podem ficar mais desafiadoras a partir de novembro.

Demanda e preços

Silveira, analista da Safras & Mercado, avalia que o ritmo da demanda internacional pode levar o mercado a antecipar os efeitos de uma eventual redução na produção brasileira em 2027. “Caso problemas climáticos provoquem uma redução mais significativa da produção brasileira em 2027, compradores poderiam recorrer com maior intensidade à soja dos Estados Unidos”, afirmou.

Além da China, outros importadores poderiam ampliar as compras do produto norte-americano. Esse movimento teria potencial para reduzir os estoques dos Estados Unidos e alterar o cenário das cotações na Bolsa de Chicago. Em um quadro mais adverso para a produção sul-americana, os preços poderiam superar US$ 14 por bushel em 2027.

Até o momento, uma quebra da safra brasileira causada pelo Super El Niño ainda não foi incorporada aos preços. Os investidores acompanham principalmente as atualizações dos modelos meteorológicos, com atenção especial para novembro e dezembro. Este último mês coincide com uma etapa decisiva para o potencial produtivo da soja em diferentes regiões do país.

Mudanças nas projeções de chuva podem provocar movimentos relevantes nas cotações. Para o produtor brasileiro, o acompanhamento deve incluir Chicago, o câmbio e as previsões meteorológicas. Caso os mapas mais adversos para o fim do ano se confirmem, o risco climático pode passar a influenciar efetivamente os preços da soja.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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