As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DIs) recuaram nesta quinta-feira, influenciadas por uma nova pesquisa eleitoral que apontou empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, além da queda dos rendimentos dos Treasuries no exterior.
Às 10h08, o DI com vencimento em janeiro de 2028 era negociado a 13,575%, uma queda de 11 pontos-base em relação ao ajuste de 13,682% da sessão anterior. No trecho mais longo da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,18%, com recuo de 6 pontos-base ante os 14,243% registrados anteriormente.
Pesquisa eleitoral
O levantamento AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio Bolsonaro com 47,2% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Lula aparecia com 46,8%. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual, os candidatos permanecem tecnicamente empatados. Ainda assim, o senador passou a registrar vantagem numérica ligeiramente maior que a do levantamento anterior, quando tinha 46,4%, contra 46,2% de Lula.
O Datafolha deve divulgar uma nova pesquisa eleitoral ainda nesta quinta-feira. Nas últimas semanas, o avanço da candidatura de Flávio Bolsonaro tem sido associado ao chamado trade eleitoral, movimento descrito no mercado pela alta do Ibovespa e pela queda do dólar e das taxas dos DIs.
Na quarta-feira, o Banco Central reduziu a Selic em 25 pontos-base, para 13,75% ao ano, sem indicar o próximo passo da política monetária. Na mesma noite, depois do fechamento dos mercados, o Federal Reserve elevou em 25 pontos-base a taxa norte-americana, para a faixa de 3,75% a 4,00%.
Como essas decisões já eram esperadas e haviam sido amplamente incorporadas aos preços, os investidores mantiveram o foco na disputa eleitoral. No exterior, o petróleo Brent recuava, mas permanecia na faixa dos US$101 por barril. O rendimento do Treasury de dez anos caía 6 pontos-base às 10h08, para 4,947%, depois de subir na véspera após a decisão do Federal Reserve.


