Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Bolsa Família pressiona juros, mas pesquisa eleitoral sustenta queda dos DIs

Taxas futuras recuaram à tarde após oscilarem com o reajuste do Bolsa Família e uma pesquisa que mostrou Flávio à frente numericamente de Lula.

Bolsa Família pressiona juros, mas pesquisa eleitoral sustenta queda dos DIs

O anúncio de um reajuste de aproximadamente 15% no Bolsa Família provocou alta nas taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DIs) durante a manhã, mas os juros futuros terminaram o dia em queda. A medida valerá para os pagamentos feitos em outubro e elevará o piso do programa de R$600 para R$691 por família.

O custo estimado do reajuste é de R$5,8 bilhões em 2026 e de R$22 bilhões em 2027. Após a divulgação, o dólar ganhou força ante o real e as taxas passaram a subir em toda a curva. Às 11h28, o DI para janeiro de 2035 atingiu 14,365%, alta de 12 pontos-base.

O economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Gino Olivares, criticou a decisão. “É péssimo para o fiscal”, afirmou, ao avaliar o impacto do reajuste.

Pesquisa eleitoral e fechamento

No decorrer da tarde, os contratos retornaram para perto da estabilidade e consolidaram baixas. A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada no início do dia mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 47,2% das intenções de voto no segundo turno, ante 46,8% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com margem de erro de 1 ponto percentual, os dois permanecem tecnicamente empatados.

No levantamento anterior, Flávio tinha 46,4% e Lula, 46,2%. A perspectiva de uma mudança no Planalto, junto à queda dos rendimentos dos Treasuries, reduziu os prêmios na curva brasileira. Às 9h17, antes da reação ao anúncio do Bolsa Família, o DI para janeiro de 2035 havia alcançado a mínima de 14,105%, recuo de 14 pontos-base.

No encerramento, o contrato para janeiro de 2028 marcava 13,61%, baixa de 7 pontos-base ante o ajuste de 13,682% da sessão anterior. O DI para janeiro de 2035 estava em 14,19%, queda de 5 pontos-base em relação a 14,243%.

O noticiário eleitoral se sobrepôs à decisão do Banco Central, que na véspera reduziu a Selic em 25 pontos-base, para 13,75% ao ano, e deixou em aberto o próximo passo da política monetária. Na mesma noite, o Federal Reserve elevou em 25 pontos-base a taxa norte-americana, para a faixa de 3,75% a 4,00%.

No exterior, o petróleo Brent recuava e permanecia na faixa dos US$104 o barril no fim da tarde. O rendimento do Treasury de dez anos caía 7 pontos-base às 16h35, para 4,937%. Ainda nesta quinta-feira, o Datafolha divulgaria uma nova pesquisa para a Presidência.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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