Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Vale sustenta Ibovespa, que encerra sessão perto dos 186 mil pontos

Índice avançou 0,24%, enquanto investidores avaliaram os efeitos fiscais do reajuste do Bolsa Família, a eleição e os próximos passos dos juros.

Vale sustenta Ibovespa, que encerra sessão perto dos 186 mil pontos

O avanço de 2,07% das ações da Vale foi o principal suporte para o Ibovespa nesta quinta-feira. O índice terminou o pregão aos 185.992,03 pontos, com alta de 0,24%, depois de oscilar entre 186.740,72 pontos, na máxima, e 183.242,37 pontos, no pior momento. O volume financeiro somou R$26,81 bilhões.

A bolsa paulista chegou a operar no campo negativo após o anúncio de aumento de 15% nos benefícios do Bolsa Família a partir de outubro. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estimou custo fiscal de R$5,8 bilhões em 2026 e de R$22 bilhões em 2027. A medida não está incluída na proposta orçamentária de 2027, embora o governo afirme haver espaço fiscal para absorver os gastos nos dois exercícios, com remanejamento de sobras de outras despesas.

Fiscal e eleição no radar

A divulgação do reajuste voltou a levantar questionamentos sobre a trajetória fiscal do país e a sustentabilidade da dívida pública nos próximos anos. As taxas dos DIs subiram após o anúncio, enquanto o dólar ganhou força ante o real. Para Matheus Villela, analista da Aware Investments, a reação refletiu uma preocupação fiscal imediata, e não necessariamente uma mudança de percepção.

“Enquanto o mercado não tiver mais clareza sobre o rumo do fiscal, fica difícil a curva de juros fechar de forma consistente”, afirmou Villela. O comportamento dos juros influencia a bolsa, e o fechamento das taxas costuma atuar como fator favorável para as ações.

A menos de 20 dias das eleições, uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou que Flávio Bolsonaro ampliou a vantagem sobre Lula em uma eventual disputa de segundo turno, embora os dois permanecessem em empate técnico. Um novo levantamento Datafolha estava previsto para a quinta-feira.

Estrategistas do BTG Pactual mantiveram a classificação neutra para as ações brasileiras em seu portfólio para a América Latina. Em relatório a clientes, avaliaram que a corrida eleitoral está indefinida e defenderam empresas de alta qualidade e liquidez.

Juros e fluxo estrangeiro

Os investidores também repercutiram a decisão do Banco Central, tomada na véspera, de reduzir a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A autoridade monetária deixou os próximos passos em aberto e afirmou que o cenário de incerteza exige serenidade e cautela na condução da política monetária.

Na avaliação de Villela, o corte já era esperado pelo mercado e deixou pouco espaço para uma reprecificação. Ele afirmou que a bolsa continua dependente do comportamento das commodities e do ambiente externo, enquanto a renda fixa segue oferecendo remuneração de 13,75%.

De acordo com a B3, a bolsa voltou a registrar entrada líquida de estrangeiros no dia 15, após duas sessões de saída. Até a última terça-feira, o saldo positivo acumulado em setembro era de R$7,25 bilhões; até o dia 14, estava em R$7 bilhões.

No exterior, o S&P 500 subiu 1,14%, em uma sessão de queda do petróleo. O contrato futuro de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian avançou 0,28%, para 710,5 iuanes (US$105,92) por tonelada.

Ações em destaque

Além da Vale, que acompanhou o desempenho das mineradoras no exterior, a Santander Brasil UNIT subiu 2,52%, o BTG Pactual UNIT avançou 0,51% e o Banco do Brasil ON ganhou 0,31%. A CSN Mineração ON recuou 5,59%.

A Petrobras PN caiu 0,08%, enquanto a Petrobras ON subiu 0,32%. O barril do Brent fechou em baixa de 0,95%, a US$104,82. A Petrobras informou ainda ter assinado contratos de partilha para explorar oito blocos marítimos na Costa do Marfim.

O Itaú Unibanco PN teve queda de 0,09%, e o Bradesco PN recuou 0,33%. O banco encerrou a primeira etapa de seu aumento de capital com a subscrição de 402,4 milhões de novas ações, de um total de 604,85 milhões, somando R$6,5 bilhões.

A Cury ON perdeu 5,15%, em um dia negativo para as construtoras. O índice imobiliário na B3 caiu 2,38%. Fora do Ibovespa, a IMC ON valorizou-se 4,49% em meio a negociações preliminares para uma possível fusão com um fundo da Vinci Compass.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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