O cenário político brasileiro concentrava a atenção dos investidores nesta terça-feira, enquanto o dólar operava perto da estabilidade ante o real. Uma pesquisa CNT/MDA divulgada no início da sessão mostrou Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno para a Presidência.
Lula apareceu com 47,3% das intenções de voto, contra 40% de Flávio. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, o que coloca o petista à frente fora desse intervalo. Na segunda-feira, levantamentos da Quaest e do instituto Nexus haviam indicado empate técnico entre os dois.
No Polymarket, mercado de predição sediado nos Estados Unidos, Flávio reunia 52% das apostas de vitória, ante 45% de Lula. Em relatório enviado a clientes, José Faria Júnior, diretor da consultoria Wagner Investimentos, afirmou: “começa uma onda de otimismo no mercado”. Ele também lembrou que, em 2014, uma pesquisa de segundo turno apontou Aécio à frente de Dilma, mas a então presidente venceu a eleição.
Outro tema político em acompanhamento é a reunião dos ministros do STF, prevista para esta terça-feira, sobre a possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes no caso Master. Em manifestação entregue ao presidente da corte, Edson Fachin, Moraes negou irregularidades e disse ser vítima de investigação ilegal, com motivação político-eleitoral e de vingança.
Atuação do Banco Central
Mais cedo, o Banco Central realizou duas operações simultâneas: vendeu US$1 bilhão no mercado à vista e ofertou 20.000 contratos, no valor de US$1 bilhão, de swap cambial reverso. Essa operação tem efeito equivalente à compra de dólares no mercado futuro.
Conhecidas como “casadão”, as operações têm o objetivo de oferecer liquidez ao mercado. Em tese, o impacto sobre a cotação é nulo, porque o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou o mesmo valor em outra. Às 11h30, estava previsto um leilão regular de rolagem, com oferta de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para 1º de outubro.
Às 10h24, o dólar à vista caía 0,08%, cotado a R$5,1448 na venda. Na B3, o contrato futuro para outubro recuava 0,02%, aos R$5,1630. No exterior, às 10h22, o índice do dólar subia 0,13%, a 99,619, diante de uma cesta de seis moedas.



