Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Luana Alves questiona fiscalização e cita aval político em caso ligado ao transporte de SP

Vereadora afirma que suspeitas sobre empresas de ônibus e crime organizado são antigas e relaciona Milton Leite a Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas.

A vereadora Luana Alves (Psol-SP) afirmou que a falta de transparência em contratos e processos de transporte dificulta a fiscalização de possíveis relações entre empresas de ônibus e o crime organizado em São Paulo. Ela também questionou a atuação das administrações municipal e estadual diante das suspeitas investigadas pela operação Vectura Corrupta, da Polícia Civil.

A operação apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da cidade e tem como alvo o ex-vereador Milton Leite (União Brasil), considerado foragido. A investigação desta quinta-feira (17) aponta uma relação entre Leite e a Transwolff, empresa que, conforme o texto-fonte, lavava dinheiro para o PCC. A ligação já havia sido apontada em 2024.

Relações políticas citadas

Alves disse que denúncias envolvendo transportadoras e o crime organizado não são recentes, mas avaliou que a operação trouxe o caso a outro patamar. Para a vereadora, o envolvimento do PCC com a política institucional só seria possível com a “anuência do prefeito Ricardo Nunes e do governador Tarcísio de Freitas”.

Ela afirmou que a proximidade entre Nunes e Leite remonta ao período em que os dois ocupavam cadeiras na Câmara Municipal de São Paulo. Também mencionou a influência de Leite sobre a Artesp e disse que Tarcísio teria dado espaço ao grupo político do ex-vereador em áreas de transporte da administração estadual. Segundo Alves, Leite ainda foi fundamental para destravar a privatização da Sabesp no governo Tarcísio.

A vereadora declarou que moradores das periferias convivem há bastante tempo com suspeitas sobre a atuação das empresas de transporte. Ao comentar o funcionamento dos contratos, afirmou: “É uma caixa preta que ninguém mexe”.

Defesa de Milton Leite

Milton Leite negou estar foragido e disse que está viajando. Em nota, declarou: “Vou provar minha inocência em todas as acusações”. Ele afirmou que pretende se apresentar às autoridades em até 24 horas.

Leite presidiu a Câmara dos Vereadores de São Paulo por seis vezes e cumpriu sete mandatos.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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