PARANÁ — O plantio de soja da safra 2026/27 deve avançar mais rapidamente no estado do que em outras importantes regiões produtoras do país. A avaliação é da consultoria Agro do Itaú BBA, que prevê chuvas mais regulares nas próximas semanas, com reposição da umidade do solo e melhores condições para os trabalhos de campo.
Em Mato Grosso e Rondônia, as precipitações ainda ocorrem de forma irregular e desigual. Com isso, a semeadura nesses estados tende a avançar gradualmente ao longo de setembro, em contraste com o ritmo esperado para o Paraná.
Mercado e cenário internacional
Além do clima, a consultoria avalia que a nova temporada começa com preços mais sustentados. Em agosto, a soja em Sorriso (MT) teve preço médio de R$ 129 por saca, alta de 7,9%. O movimento foi associado à valorização das cotações em Chicago e do câmbio, aos prêmios de exportação firmes e à demanda ativa nos portos e no mercado interno.
No exterior, a oferta e a demanda seguem relativamente equilibradas. Francisco Queiroz, especialista da consultoria do Itaú BBA, afirmou que a produção dos principais países deve continuar robusta na temporada 2026/27, mas vem sendo absorvida pela demanda global, sobretudo da China.
As projeções levaram a uma leve revisão para baixo dos estoques globais, mantendo um cenário apertado em relação aos padrões históricos. Para a consultoria, a evolução do clima será decisiva para definir o ritmo de implantação da safra brasileira. O Paraná, neste momento, reúne as condições mais favoráveis e pode se destacar no começo da temporada.
Na safra 2025/26, o estado colheu 21,9 milhões de toneladas de soja, com produtividade média de 3.777 kg por hectare, equivalente a 63 sacas/ha, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).



