O dólar iniciou a sexta-feira (18) em queda moderada no mercado à vista, enquanto os investidores aguardavam dois leilões simultâneos de linha do Banco Central. As operações têm oferta de até US$ 1 bilhão e estão previstas para ocorrer entre 10h30 e 10h35.
Durante a manhã, a moeda passou a registrar altas pontuais, acompanhando a valorização do índice DXY e dos rendimentos dos Treasuries. O mercado também acompanha declarações de dirigentes do Federal Reserve ao longo do dia.
Na quarta-feira (16), o banco central dos Estados Unidos aumentou os juros em 25 pontos-base. A decisão estava prevista, mas chamou atenção por ter sido unânime e pela indicação de que pode haver uma nova elevação até o fim do ano.
Inflação no Brasil
Entre os dados domésticos, a Fundação Getulio Vargas informou que a segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado de setembro apresentou alta de 1,47%. Na leitura equivalente de agosto, o índice havia recuado 0,36%.
O principal impacto veio do Índice de Preços ao Produtor Amplo – Mercado, que avançou de -0,50% para 1,95%. O Índice de Preços ao Consumidor – Mercado passou de -0,49% para 0,47%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado desacelerou de 0,73% para 0,27%.
No exterior, Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, afirmou que os juros não acompanham necessariamente o comportamento dos preços da energia, que influenciam preços, crescimento e consumo. Ela também disse que a alta dos rendimentos dos títulos soberanos da zona do euro segue um movimento global e não representa desordem ou fragmentação do mercado.
O cenário internacional inclui ainda ocorrências no Estreito de Ormuz. O Irã declarou que atingiu o petroleiro Trend, registrado sob a bandeira do Togo, sob a alegação de que a embarcação tentava cruzar a passagem de forma ilegal. O UK Maritime Trade Operations informou que dois petroleiros foram atingidos por projéteis. Não houve registro de feridos nem de danos ambientais.
Com fatores internos e externos atuando ao mesmo tempo, o câmbio permanece sob influência dos leilões do Banco Central, das sinalizações do Federal Reserve, dos Treasuries e do DXY.



