O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que a incerteza sobre o cenário externo continua elevada, com efeitos sobre os preços de commodities e as expectativas para a política monetária de países avançados. A avaliação consta da ata divulgada nesta terça-feira (22).
O documento relaciona a continuidade das indefinições em conflitos geopolíticos às mudanças nas perspectivas para a condução dos juros no exterior. Para o Banco Central, o ambiente internacional exige cautela das economias emergentes, especialmente diante da maior volatilidade nos preços de ativos e de commodities.
No Brasil, o colegiado identificou uma moderação gradual da atividade econômica, sobretudo nos setores mais cíclicos. Apesar desse movimento, a economia permanece em patamar resiliente, enquanto o mercado de trabalho continua aquecido.
Inflação e expectativas
A ata registra desaceleração recente da inflação cheia e da média dos indicadores subjacentes. Os índices, porém, ainda estão acima da meta de inflação, embora permaneçam abaixo do limite superior do intervalo de tolerância.
As expectativas coletadas pela pesquisa Focus apontam inflação de 4,9% para 2026 e de 4,3% para 2027. Já a projeção do Copom para o primeiro trimestre de 2028, considerado um horizonte relevante para a política monetária, ficou em 3,2% no cenário de referência.
Ao citar as commodities, o Copom incluiu o comportamento desses mercados entre os fatores monitorados pela autoridade monetária. A análise considera ainda as condições externas, o desempenho da atividade doméstica e a trajetória dos preços.
Na ata, o comitê reiterou que o ambiente internacional segue incerto. No cenário doméstico, destacou a desaceleração gradual da atividade e a permanência da inflação acima da meta.



