Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Selic chega a 13,75% após nova decisão unânime do Copom

Banco Central reduz a taxa básica em 0,25 ponto percentual, em meio à queda da inflação e a novos desafios para a política monetária.

Selic chega a 13,75% após nova decisão unânime do Copom
Foto: Agência Senado

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu por unanimidade reduzir a taxa básica de juros para 13,75% ao ano. O corte foi de 0,25 ponto percentual e representa a quinta redução consecutiva da Selic, decisão que já era esperada pelo mercado financeiro.

A inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou em agosto. O índice ficou negativo em 0,32%, menor nível em quatro anos, influenciado pelo bônus de Itaipu nas contas de luz. Na comparação acumulada em 12 meses, a inflação caiu para 4,22%, ante 4,44% em julho. Os alimentos também contribuíram, com queda de 0,34% no mês passado.

Inflação e meta contínua

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. A redução dos juros pode baratear o crédito e estimular a produção e o consumo, mas também dificulta o controle dos preços.

Desde janeiro de 2025, vigora o sistema de meta contínua. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Nesse modelo, a inflação é verificada mês a mês, considerando o acumulado em 12 meses. Em setembro de 2026, será comparado o índice acumulado desde outubro de 2025. No mês seguinte, a apuração considerará o período iniciado em novembro de 2025.

O Banco Central elevou, no último Relatório de Política Monetária, a previsão do IPCA em 2026 de 3,9% para 5,2%. O documento foi divulgado no fim de junho, e a próxima edição está prevista para o fim deste mês. A estimativa deverá ser revisada diante da queda recente da inflação.

Pressões sobre os juros

O agravamento da guerra no Oriente Médio e o início do fenômeno climático El Niño aumentam os desafios para o Copom. A previsão é de que o El Niño encareça os alimentos nos próximos meses.

De acordo com o boletim Focus, a inflação deverá terminar o ano em 4,9%, acima do teto da meta, de 4,5%. Antes do início da guerra no Oriente Médio, a projeção era de 3,95%.

A composição do Copom está incompleta desde o fim de 2025, quando expiraram os mandatos dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Diego Guillen. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não encaminhou ao Congresso Nacional as indicações para os substitutos.

Projeções para a economia

No mesmo relatório, o Banco Central elevou para 2% a previsão de crescimento da economia em 2026. A projeção do mercado, divulgada no boletim Focus, é de expansão de 1,89% do Produto Interno Bruto (PIB). Há quatro semanas, a estimativa era de 1,98%.

A taxa básica também serve de referência para os demais juros da economia e é utilizada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Quando sobe, encarece o crédito e estimula a poupança; quando cai, tende a favorecer o crédito, a produção e o consumo, com menor efeito de contenção sobre a inflação.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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