Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Economia verde avança, mas segue marcada por diferenças entre setores e regiões

Relatório do Fórum Econômico Mundial aponta avanço da transição sustentável, com impactos da fragmentação geopolítica e da pressão por resultados rápidos.

Economia verde avança, mas segue marcada por diferenças entre setores e regiões
Foto: Daniel Teixeira/Estadão

A transição global para uma economia mais sustentável continua avançando, impulsionada pelo comércio e pela tecnologia, mas ocorre de forma desigual entre setores e regiões. A avaliação consta de um relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial nesta terça-feira, 15, em um cenário de fragmentação geopolítica e maior cobrança por resultados de curto prazo nas empresas.

O estudo foi elaborado durante a escalada do conflito no Oriente Médio, que afetou o Estreito de Ormuz e provocou instabilidade nos mercados globais. Mesmo diante desse cenário, o relatório afirma que os executivos têm enfrentado a volatilidade geopolítica e econômica “com mais convicção do que cautela”.

Entre os executivos de sustentabilidade consultados, 63% esperam que o avanço global nessa área permaneça estável ou acelere nos próximos 12 meses. Três em cada quatro também projetam estabilidade ou crescimento nos investimentos corporativos relacionados à transição verde.

A economia verde global é estimada em mais de US$ 5 trilhões por ano. A projeção do Fórum Econômico Mundial é que esse valor ultrapasse US$ 7 trilhões até 2030, mantendo o segmento entre os que mais crescem no mundo.

Avanço desigual e papel da inteligência artificial

O relatório descreve a diferença de ritmo entre setores e regiões como “divergência verde”. Para 78% dos executivos de sustentabilidade, conflitos, políticas inconsistentes e o enfraquecimento do multilateralismo devem afetar o avanço da agenda no próximo ano. O documento ressalta que esse impacto tende a ocorrer por meio de maior fragmentação, e não de uma desaceleração uniforme.

A inteligência artificial é vista por 73% dos entrevistados como uma ferramenta capaz de acelerar a sustentabilidade, especialmente em medição, elaboração de relatórios, eficiência e modelagem de riscos. Por outro lado, 77% apontam o consumo de energia e de recursos pela própria infraestrutura de inteligência artificial como seu principal efeito negativo.

“Os diretores de sustentabilidade estão nos dizendo que a transição não é mais uma questão de ambição, é uma questão de execução”, disse Sebastian Buckup, diretor-gerente do Fórum Econômico Mundial.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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