Estados Unidos e China anunciaram um acordo para reduzir ou retirar tarifas sobre listas de produtos que movimentam cerca de US$ 30 bilhões em importações de cada país. A medida, divulgada no domingo (27), considera os fluxos comerciais bilaterais de 2024 e será administrada pelo recém-criado Conselho de Comércio EUA-China.
A proposta, chamada de marco "30 por 30", contempla produtos classificados como não sensíveis. O representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que a iniciativa pode beneficiar consumidores e ampliar o acesso aos mercados. A negociação foi estruturada depois de um encontro entre Donald Trump e Xi Jinping durante a visita do presidente americano a Pequim em maio deste ano.
Itens incluídos nas listas
O Ministério do Comércio da China informou que mais de 90% dos produtos selecionados deverá ficar livre das tarifas aplicadas anteriormente. Após a conclusão dos procedimentos legais internos, os itens voltarão a receber o tratamento de nação mais favorecida. A execução do acordo ocorrerá simultaneamente nos dois países.
A relação americana inclui mercadorias voltadas ao consumo e ao varejo, como fogos de artifício, artigos plásticos para a casa, cobertores, roupas de cama e cortinas. Também aparecem eletrodomésticos de pequeno porte, entre eles micro-ondas, torradeiras, cafeteiras, ferros elétricos e barbeadores. Brinquedos sem recursos de conexão por rádio, Wi-Fi, Ethernet ou Bluetooth também foram incluídos, assim como cadeiras altas, assentos de elevação, cadeirinhas de segurança e cercadinhos para crianças.
A lista chinesa reúne produtos importados dos Estados Unidos, com destaque para carnes, lácteos e outros bens agropecuários. Produtos de cuidados pessoais, dispositivos médicos e carvão também fazem parte da relação.
O Conselho de Comércio EUA-China terá, pelos Estados Unidos, a liderança do secretário do Tesouro, Scott Bessent, e de Greer. Pelo lado chinês, a coordenação caberá ao vice-primeiro-ministro He Lifeng. O órgão deverá realizar reuniões periódicas, acompanhar o comércio dos produtos contemplados e promover ajustes, em princípio, no máximo uma vez por ano.
Os países também acertaram a criação de um Grupo de Trabalho de Agricultura. A primeira reunião está prevista até o fim de 2026.



