A soja e outros produtos agrícolas devem ocupar espaço nas negociações entre Estados Unidos e China na próxima semana, quando Donald Trump receberá Xi Jinping em Washington. O setor agrícola, ao lado de energia e terras raras, tornou-se uma das principais moedas de troca na disputa comercial entre os dois países.
Em 2024, produtos agrícolas responderam por US$ 29 bilhões das exportações americanas para a China. A soja está entre os principais itens, e o setor é considerado um dos componentes menos sensíveis da relação comercial. Por isso, um acordo nessa área aparece como uma possibilidade nas conversas.
Compromissos em discussão
Um dos entendimentos avaliados envolve a compra de soja. Durante a cúpula de Busan, na Coreia do Sul, no ano passado, Pequim concordou em adquirir 25 milhões de toneladas métricas do produto americano por ano até 2028, segundo a Casa Branca.
Autoridades dos Estados Unidos também afirmam que a China se comprometeu a comprar mais US$ 17 bilhões em outros produtos agrícolas durante a visita de Trump a Pequim, em maio.
Para que essa segunda meta seja alcançada, as importações agrícolas provavelmente precisarão ficar fora da tarifa de 10% que continua em vigor como parte da guerra comercial. Analistas esperam possíveis isenções. Em 3 de setembro, Jamieson Greer, Representante Comercial dos Estados Unidos, afirmou que novos anúncios poderiam estimular as vendas de produtos agrícolas americanos para a China.



