Belo Horizonte, Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
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Tarifa de 10% não impede avanço da soja americana na China

Compras chinesas chegam a quase metade do compromisso anual com os Estados Unidos, enquanto visita de Xi Jinping a Washington se aproxima.

Tarifa de 10% não impede avanço da soja americana na China

A China mantém uma tarifa adicional de 10% sobre produtos dos Estados Unidos, inclusive agrícolas, mas ampliou nesta semana as compras de soja americana. O volume adquirido chega a cerca de 1 milhão de toneladas, conforme as informações disponíveis no mercado.

Na quarta-feira (9), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) comunicou uma venda de 340 mil toneladas da oleaginosa para a China. Com as operações recentes, as compras chinesas se aproximam da metade do compromisso de 25 milhões de toneladas de soja por ano assumido com os Estados Unidos até 2028, conforme a Casa Branca.

O movimento ocorre antes da visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington, prevista para o fim deste mês. Donald Trump afirmou, no fim de julho, que o encontro ocorreria em 24 de setembro. A China, porém, ainda não confirmou a data nem informou o volume de possíveis aquisições de soja ou de outros produtos agrícolas americanos.

A tarifa foi mantida após a guerra comercial entre os dois países no ano passado. Uma possível redução da alíquota poderia levar esmagadoras privadas chinesas a voltar a comprar mais soja dos Estados Unidos, depois que as medidas tarifárias diminuíram significativamente a participação delas no mercado americano.

O acordo anunciado por Washington também prevê que a China compre US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas americanos que não sejam soja até 2028. As negociações ocorrem em um cenário de estoques reduzidos de soja no Brasil, que é o principal exportador mundial da oleaginosa. Em maio deste ano, os líderes dos dois países haviam se reunido antes do anúncio desses compromissos.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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