A China mantém uma tarifa adicional de 10% sobre produtos dos Estados Unidos, inclusive agrícolas, mas ampliou nesta semana as compras de soja americana. O volume adquirido chega a cerca de 1 milhão de toneladas, conforme as informações disponíveis no mercado.
Na quarta-feira (9), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) comunicou uma venda de 340 mil toneladas da oleaginosa para a China. Com as operações recentes, as compras chinesas se aproximam da metade do compromisso de 25 milhões de toneladas de soja por ano assumido com os Estados Unidos até 2028, conforme a Casa Branca.
O movimento ocorre antes da visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington, prevista para o fim deste mês. Donald Trump afirmou, no fim de julho, que o encontro ocorreria em 24 de setembro. A China, porém, ainda não confirmou a data nem informou o volume de possíveis aquisições de soja ou de outros produtos agrícolas americanos.
A tarifa foi mantida após a guerra comercial entre os dois países no ano passado. Uma possível redução da alíquota poderia levar esmagadoras privadas chinesas a voltar a comprar mais soja dos Estados Unidos, depois que as medidas tarifárias diminuíram significativamente a participação delas no mercado americano.
O acordo anunciado por Washington também prevê que a China compre US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas americanos que não sejam soja até 2028. As negociações ocorrem em um cenário de estoques reduzidos de soja no Brasil, que é o principal exportador mundial da oleaginosa. Em maio deste ano, os líderes dos dois países haviam se reunido antes do anúncio desses compromissos.



